A oposição pode votar em branco ou optar pela abstenção

Os partidos de esquerda e em especial o PT podem fazer opção por não votar nem contra e nem a favor do presidente Michel Temer (PMDB), ainda mais agora que os tucanos praticamente abandonaram o atual governo para formar uma nova equipe sob o comando de Rodrigo Maia. Para aqueles que votaram contra o impeachment de Dilma Rousseff, tanto faz um como o outro, ambos são considerados golpistas. Votar contra o atual presidente Michel Temer é votar a favor de outro golpista e principalmente a favor da Rede Globo e dos tucanos que ficaram no Governo até iniciar um movimento para a derrubada de Temer. Assim sendo, o caminho mais provável dos que querem o fim do atual governo, mas com eleições diretas para escolher um presidente para completar o mandato, é a abstenção. Como dificilmente a opção por eleições diretas sejam aprovadas, o mais provável é que os partidos de oposição vão fazer opção por não votar nem para um lado e muito menos para o outro.

Essa briga tem dono e ela pertence aos deputados golpistas que destituíram o ex-presidente Dilma Rousseff do comando do Governo sem que houvesse um crime de responsabilidade, portanto foi golpe, afirmam os líderes dos partidos de oposição. Os partidos considerados de oposição atualmente formam um bloco com mais de 140 parlamentares. Caso eles deixem de votar para um lado ou para o outro, o placar fica bem mais favorável para o Governo que vai precisar de poucos mais de 40 votos para impedir a saída de Temer, enquanto que os que querem o fim do atual governo continuam precisando dos 342 votos, o que torna cada vez mais difícil arrumar tantos votos assim. No entanto, tudo pode acontecer e não se pode descartar nenhuma opção, só que o quadro fica cada vez mais nebuloso.

Não se sabe ainda quantos votos a favor do Governo existem, mas se as oposições decidirem abster de votar, o quadro fica bem mais favorável para o Governo que além de uma grande parte do centrão, também pode ocorrer votos dos deputados tanto do PMDB quanto do PSDB que são ligados aos ministros, notadamente os suplentes que estão na Câmara dos Deputados nas vagas dos ministros. Estes suplentes dificilmente votarão contra o Governo, já que desejam continuar ocupando vaga de deputados federais. Assim sendo, da mesma maneira que se contabilizam votos para um dos lados, surgem também dificuldades para arregimentar um grande número de votos, notadamente a favor do fim do atual Governo.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *