Envolvidos em máfia de concurso público têm prisão preventiva decretada

A juíza Placidina Pires, da 10ª Vara Criminal de Goiânia, determinou a prisão preventiva de oito pessoas suspeitas de participação em diversas fraudes em concursos públicos, vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As investigações começaram no início deste ano, a partir de suposta venda de vagas no certame estadual para delegado da Polícia Civil. Além das prisões, foram determinadas conduções coercitivas, quebras de sigilo bancários e buscas e apreensões nas residências de supostos integrantes da organização criminosa.

A magistrada  destacou que as medidas têm objetivo de “acautelar o meio social, possibilitar a elucidação de todas as circunstâncias que permearam os graves eventos delituosos e a identificação de todos os outros indivíduos que teriam se beneficiado ou participado do esquema criminoso”.

Estão presos Antônio Alves Filho, Antônio Carlos da Silva Francisco, Gabriel Ribeiro de Araújo, Hélio Garcia Ortiz, José Rosa Júnior, Ricardo Silva do Nascimento, Ronaldo Rabelo de Souza e Weverson Vinícius da Silva. Na decisão, Placidina Pires frisou que “a liberdade dos investigados representa perigo para o meio social, considerando a complexidade das atividades desenvolvidas pelo grupo aliada à gravidade das condutas lesivas a várias instituições e candidatos legitimamente inscritos”.

Segundo investigações, candidatos de certames e vestibulares eram aliciados para que pagassem por aprovações, sendo quantias superiores a R$ 300 mil. De acordo com autoridade policial, as pessoas que aceitavam participar da fraude eram orientadas a preencher, apenas, algumas questões no cartão-resposta. Após término das provas, os cartões eram completados com marcações corretas, conforme gabarito oficial. Apurações indicam que faziam parte da organização criminosa membros das bancas organizadoras.

Dentre os presos, Weverson Vinícius e Hélio Garcia são apontados como responsáveis, também, por providenciar diplomas falsos para candidatos interessados nas vagas, mas que não tinham a graduação exigida para os cargos pleiteados. Além disso, a Polícia Civil aponta que o esquema criminoso foi articulado também nos Estados de Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. (Texto: Lilian Cury – Centro de Comunicação Social do TJGO)

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