Goiás registra criação de 7,4 mil novas vagas de emprego em maio

Estado fechou o mês com desempenho positivo, motivado principalmente pela expansão dos setores como Indústria de Transformação, Serviços e Agropecuária

 

O mês de maio foi positivo para a geração de empregos no estado de Goiás, que fechou o período com saldo positivo de 7.444 novos postos de trabalho, segundo dados do Cadastro geral de Empregados e Desempregados, divulgado nesta terça-feira (20) pelo Ministério do Trabalho. Foi o terceiro melhor desempenho entre todos os estados. O saldo foi gerado pela diferença entre 51.323 contratações e 43.879 desligamentos, representando um crescimento de 0,61% em relação ao mês de abril.

O crescimento do mercado de trabalho goiano foi impulsionado pelos setores da Indústria de Transformação (+3.094 postos), Serviços (+1.478 postos), Agropecuária (+1.319 postos), Construção Civil (+805 postos), Comércio (+714 postos) e Extrativa Mineral (+86 postos).

Para o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o crescimento do emprego em Goiás é mais um reflexo da retomada do desenvolvimento do país. “A criação de novas vagas na economia de Goiás mostra que as medidas econômicas adotadas pelo governo federal estão dando resultado e o Brasil está voltando a trilhar os caminhos do crescimento”, diz o ministro.

Desempenho nacional

Pelo segundo mês consecutivo e pela terceira vez este ano, o Brasil teve saldo positivo na geração de empregos. Segundo dados do Caged, 34.253 novos postos de trabalho formal foram abertos em maio, um aumento de 0,09% em relação a abril. O resultado também foi positivo se considerados os números de janeiro a maio. No acumulado do ano, houve um crescimento de 48.543 postos de trabalho, representando uma expansão de 0,13% em relação ao estoque de empregos que havia em dezembro de 2016.

O ministro Ronaldo Nogueira avalia que, aos poucos, o país vem recuperando os empregos fechados nos últimos anos devido às crises econômica e política registradas no país. “O governo federal tem feito um esforço grande e constante para adotar medidas que incentivem a geração de empregos. E o resultado nós temos visto no desempenho do Caged desde o ano passado, mas, sobretudo, nos últimos meses”, afirma.

Setores

Dos oito principais setores da economia, quatro tiveram desempenho positivo. O principal foi a Agropecuária, que gerou 46.049 novos postos de trabalho, um crescimento de 2,95%. As culturas responsáveis por esse resultado foram o café, sobretudo em Minas Gerais; a laranja, em São Paulo; e a cana-de-açúcar, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Os outros setores com performance positiva foram os Serviços, que tiveram acréscimo de 1.989 postos (+0,01%); a Indústria de Transformação, com 1.433 vagas a mais (+0,02%); e a Administração Pública, que gerou 955 vagas formais (+0,11%). Tiveram saldo negativo o Comércio, que fechou 11.254 postos (-0,13%); a Construção Civil, com 4.021 vagas a menos (-0,18%); a Indústria Extrativa Mineral, com resultado negativo de 510 postos (-0,26%); e os Serviços Industriais de Utilidade Pública, que fecharam 387 vagas (-0,09%).

Desempenho regional

A região que mais gerou empregos em maio foi a Sudeste, com a criação de 38.691 postos de trabalho formal. Os estados que se destacaram foram Minas Gerais, que teve saldo positivo de 22.931 postos, e São Paulo, que gerou 17.226 novas vagas. Esses resultados se devem principalmente ao aumento na oferta de vagas formais na Agropecuária, Serviços e Indústria.

A segunda região com maior crescimento no nível de emprego foi a Centro-Oeste, com acréscimo de 6.809 postos, seguida da Nordeste, com saldo positivo de 372 vagas. Em contrapartida, houve retração nas regiões Norte (-1.024 postos) e Sul (-10.595).