Grupo empresarial autuado em R$ 8 milhões é alvo de operação

A Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás em ação conjunta com as Policias Civil e Militar deflagraram nesta quarta-feira (29/11) a operação “Terra Prometida”, cumprindo mandado judicial de busca e apreensão em 12 estabelecimentos no Grupo Canaã, um dos maiores do Estado no segmento de bebidas, localizados em Campinas. De 2009 para cá, a Sefaz autuou esse grupo empresarial mais de 40 vezes por sonegação fiscal, somando R$ 8 milhões. Além das irregularidades fiscais, a operação flagrou esquema para compra e venda de tickets alimentação, e até armas sem registro.

O esquema montado para as fraudes com vales alimentação foi surpreendido pela operação em um dos estabelecimentos. Fernando Bittencourt, delegado Regional de Fiscalização de Goiânia, explica que as empresas compravam os vales com deságio de 10% a 15% de pessoas diversas e descarregavam em máquinas específicas para tal fim, recebendo o valor total do ticket. “Para validar o uso  máquinas e descarregar os créditos eles criaram 14 empresas fantasmas na área de alimentação”, explicou. Também foram apreendidas duas armas de fogo, sendo uma carabina de fabricação artesanal e um revólver calibre 38, com munição, ambas sem registro. Uma pessoa foi presa em flagrante pelo porte de arma.

Na parte fiscal, foram apreendidos diversos documentos e mídias digitais com a movimentação financeira do grupo. “Esses dados serão comparados. Vamos verificar se a movimentação condiz com o que foi declarado por essas empresas”, explicou Bittencourt. As investigações de crime fiscal tiveram início em 2016, e os relatórios de inteligência apontam que grupo teria cometido diversas infrações fiscais como a de compra e venda sem nota fiscal, a de transporte de mercadoria em grande quantidade para fins comerciais utilizando apenas cupom fiscal e o uso de transportadora sem cadastro no Estado.

Sobre os indícios de irregularidades fiscais três pessoas foram ouvidas na DOT. “Já tínhamos aberto inquérito contra as empresas do grupo com base nos indícios de irregularidades que temos. Essas novas provas farão parte da investigação”, destacou Charles Ricardo Lobo Júnior, delegado adjunto de Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT). “Temos a responsabilização penal por crime de lavagem de dinheiro e contra a economia popular, na parte fiscal, e outras penalidade para os crimes comuns que serão investigados”, ressaltou o delegado. Foram mobilizados quase 80 agentes públicos para essa operação.

Fotos: Denis Marlon

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