Marconi transformou Anápolis em um canteiro de obras paralisadas

Pela votação que o governador Marconi Perillo (PSDB) sempre conseguiu em Anápolis era para a cidade ter sido transformada em um verdadeiro canteiro de obras. Nos últimos 18 anos, a cidade recebeu por parte do governo de Goiás um vultoso número de obras que ficaram todas nas promessas. A cada ano Marconi vem à cidade para renovar as promessas e anunciar o reinício de algumas delas até com assinaturas de novas ordens de serviços, mas nada. Para trás ficam apenas a poeira e obras iniciadas e abandonadas e nunca concluídas.

Vários prefeitos já se passaram. Desde Adhemar Santillo, cujo último mandato terminou em 2000 até o atual prefeito Roberto Naves (PTB), passando por Ernani de Paula, Pedro Sahium, Antônio Gomide e João Gomes, as promessas de obras foram anunciadas e nada. Parece que a população já não acredita mais nas palavras do governador que fala e nunca age.

A mais antiga de todas as obras iniciadas, a Plataforma Logística do DAIA ficou no asfalto das ruas e agora no matagal que há mais de uma década toma conta do local. É o retrato de uma administração irresponsável e que não tem nenhum pudor com o dinheiro público.

O Aeroporto de Cargas de Anápolis, que poucas pessoas acreditavam que um dia funcionaria de verdade, consumiu uma montanha de dinheiro e nem a sua pista foi concluída. Está sendo consumida pelo tempo. Com os recursos que o governo soterrou naquela obra, seria o suficiente para a construção de pelo menos mil leitos nos hospitais públicos da cidade.

Centro de Convenções de Anápolis é outra obra absolutamente desnecessária e que consumiu recursos milionários e está entregue à própria sorte, depois de destruir parte das nascentes do Córrego das Antas. Ao invés de ser um cartão postal da cidade o Centro de Convenções de Anápolis não passa de uma ruína que denigre a imagem da cidade. Uma vergonha para o povo anapolino que vem fazendo de tudo para construir uma cidade decente e boa para se viver.

No entanto as ruínas não ficam só nessas obras. O deveria ser um presídio para abrigar mais de três centenas de presidiários, vem se constituindo em uma obra na mira do Ministério Público Federal, já que no local foram soterrados alguns milhões de Reais para nada.

O Anel Viário do DAIA, uma obra de suma importância para o escoamento de produtos do DAIA e com apenas sete quilômetros de extensão jamais saiu do início da terraplanagem. Em mais de uma década o Governo de Goiás não conseguiu edificar nem parte do Anel, enquanto isso outras promessas estão chegando à cidade como é o caso da solução do serviço de água tratada e do esgoto de Anápolis.

Até o meio ambiente vem se transformando em vítima permanente do Governo de Goiás, já que a Estação de Tratamento do DAIA está obsoleta e nos últimos dez anos os dejetos produzidos pelas indústrias estão sendo jogados no Ribeirão Extrema, um manancial de suma importância para os produtores rurais que viram o córrego se transformar em um verdadeiro rio de esgoto a céu aberto, em uma afronta à natureza e aos bolsos dos pequenos proprietários da bacia do Ribeirão Extrema.

O governador Marconi Perillo, ao ser eleito pela primeira vez em 1998, com os votos dos anapolinos que deram a ele a maior votação de todos os tempos, prometeu transformar a cidade de Anápolis em um canteiro de obras, mas na verdade ele transformou em um canteiro de obras paralisadas.