O Golpe da Saneago em Anápolis

Saneago cobra valor extorsivo dos empreendedores imobiliários de Anápolis

 

Ao comprar um lote, apartamento ou casa em um condomínio fechado, o comprador vai ter que pagar uma taxa de licença ambiental para a Saneago no valor de R$700,00. A empresa do governo do Estado está cobrando uma taxa por cada lote ou apartamento naquele valor por unidade e que o empreendedor é obrigado a pagar para conseguir a liberação do alvará ambiental para poder fazer o empreendimento. A alegação da Saneago é que o recurso advindo dessa taxa é para cobrir os custos da obra de transposição das águas do Capivari para a represa do Piancó. A Saneago arrecada mais de R$15 milhões por mês em Anápolis e na hora de fazer um investimento para aumentar a oferta de água tratada, obriga os anapolinos a pagarem uma pesada taxa para aquisição de um imóvel nesses empreendimentos. Para conseguir a liberação do alvará ambiental, um empresário foi obrigado a se comprometer a pagar R$700.000,00. O empreendimento possui mil unidades, o que equivale a R$700,00 por cada lote. Isso só acontece em Anápolis. Por que? Certamente porque a cidade não tem representante na Assembleia Legislativa para denunciar essa farra. A cidade está abandonada enquanto os representantes do povo de Anápolis – deputados e vereadores – oferecem títulos honoríficos para quem nada faz pela cidade.

A Saneago é a instituição que fornece alvarás de licença ambiental para a liberação de loteamentos e outros tipos de construções em Goiás. Em Anápolis essa cobrança está sendo muito além do correto, já que a empresa não vem cobrando um determinado valor para emitir o alvará de licença ambiental por cada empreendimento, mas sim por cada unidade que compõem o referido projeto. Por exemplo, ao invés de cobrar uma taxa para emitir a licença ambiental para um determinado loteamento, cobra por cada lote, o que não ocorre em outras ciades. Se um loteamento tem um estoque de mil lotes, o valor total não é de R$700,00, mas R$700,00 por cada lote, ou seja, um valor total de R$700 mil, o que vem tornando inviável qualquer empreendimento.

Se o empreendimento for um conjunto ou edifício de apartamentos, a licença ambiental teria que ser para cada apartamento e não do referido empreendimento, onerando sobremaneira o valor unitário de cada unidade na hora do fechamento da venda do produto. Esse procedimento não vem sendo feito nas outras cidades, mas tão somente em Anápolis. A direção da SANEAGO confirmou para a reportagem de O Anápolis, alegando que os recursos provenientes dessas taxas são para custear a obra de transposição das águas do Capivari para o Piancó, aumentando assim o volume de água para atender a cidade de Anápolis.

Esse fato prova que nem o Governo de Goiás, e muito menos a SANEAGO, estão pagando pelas obras de transposição das águas do Capivari para o Piancó, já que quem está pagando por aquela obra são os empresários e no final das contas os futuros compradores das unidades, sejam lotes ou apartamentos. É mais um golpe que o Governo de Goiás aplica na cidade, já que promete investir para solucionar o problema da falta de água na cidade, mas coloca a conta nas costas dos anapolinos.