Polícia Civil de Inhumas conclui inquéritos da Operação Assepsia

 

A Polícia Civil de Inhumas remeteu ao Poder Judiciário, nesta terça-feira (14), três inquéritos policiais oriundos da Operação Assepsia, realizada no município em três fases, nos meses de setembro, outubro e novembro de 2017. Ao todo, 11 pessoas foram indiciadas, entre elas, o presidente da Câmara de Vereadores de Inhumas, Gleiton Luiz Roque, conhecido como “Tumate”, e o assessor de comunicação da Casa, Carlos Alberto de Oliveira Filho.

Deflagrada em 19 de setembro, com o objetivo de apurar corrupção na eleição da Mesa Diretora da Câmara e a existência de funcionários fantasmas, a Operação Assepsia cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos locais da cidade, dentre eles, a Câmara Municipal de Inhumas e a residência do vereador Gleiton Luiz Roque, que chegou a ser afastado do cargo pela Justiça, sendo ainda impedido de exercer funções públicas pelo prazo de 180 dias.

A partir dessa investigação, conforme relata o delegado Humberto Teófilo (foto), responsável pela operação, a Polícia Civil encontrou documentos e evidências que indicavam fraudes em licitações, ocultação de documentos públicos e até tráfico de drogas. “Os inquéritos concluídos e já encaminhados à Justiça são os correspondentes às fraudes em licitações, ao tráfico de drogas e à ocultação de documentos, que foram encontrados na casa do presidente”, conta Teófilo.

O delegado representou pela prisão preventiva do suposto líder da organização criminosa, Gleiton Luiz Roque, argumentando, dentre outros fatores, a reiteração criminosa, o prejuízo aos cofres públicos de aproximadamente R$ 350 mil, e o descumprimento da medida cautelar anteriormente imposta, uma vez que assessores parlamentares ligados ao vereador estariam, em seu nome, interferindo na gestão da Câmara.

Humberto Teófilo também pediu que seja mantido o afastamento dos servidores envolvidos nas fraudes das funções públicas, além do sequestro dos bens móveis e imóveis em nome dos indiciados, até o montante do suposto prejuízo de R$ 350 mil. Em outro inquérito policial, o presidente da Câmara, Gleiton Luiz, foi indiciado pelos crimes de financiamento ao tráfico e associação para o tráfico e seu assessor, Carlos Alberto de Oliveira Filho, pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

O delegado Humberto também pediu a prisão preventiva de Carlos Alberto, que está preso temporariamente, e de Gleiton Luiz Roque, que chegou a ser preso no dia 1º de novembro, mas teve habeas corpus deferido pela Justiça. Teófilo argumenta que a prisão deve ser decretada face a reiteração criminosa e a gravidade concreta dos crimes, dentre outros argumentos. “Ao que tudo indica, Tumate não vendia drogas, mas há fortes indícios de que ele financiava e custeava o tráfico, supostamente encabeçado pelo seu assessor, Carlos Alberto, que já tem passagens pela polícia”, explica o delegado.

Os inquéritos policiais entregues ao Poder Judiciário promovem ainda o indiciamento, pelos crimes de organização criminosa, dispensas indevidas de licitações, fraudes licitatórias e peculato, dos seguintes servidores públicos: Gleiton Luiz Roque (vereador e presidente da Câmara), Leandro Vieira Essado (vereador e 1º secretário da mesa diretora), Hugo Mendanha (assessor jurídico), Larissa Pacheco Camilo (diretora geral), Ivolines de Jesus Oliveira (diretor contábil), Luiz Henrique Canêddo Vila Verde (contador).

Wendel Aparecido Chaves Osório (advogado contratado) e Rodolfo de Moraes Duarte Neto (presidente da Comissão de licitação) foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, dispensas indevidas de licitações e fraudes licitatórias. Murilo Brandão Calil e Beigson Pereira Rodrigues, ambos membros da comissão de licitação, devem responder pelo crime de fraudes em licitações. (Fonte: Polícia Civil)