Polícia Civil de Inhumas finaliza inquérito sobre duplo homicídio ocorrido em 2016

 

Kaique, Ramom e José Vitor

A Polícia Civil de Inhumas concluiu o inquérito policial, presidido pelo delegado de polícia Humberto Teófilo, o qual promoveu o indiciamento de Kaique da Silva Costa, de 22 anos; José Vitor Garcia Lima, 22 anos; Ramom Felipe Bandeira Silva, 21 anos; e Murilo Henrique Borges da Silva, de 20 anos, pela prática, em tese, do duplo homicídio que vitimou Matheus Fernandes de Morais, de 22 anos; e Frank Neto Oliveira de Araújo, de 20 anos, há quase dois anos.

De acordo com as investigações, o crime ocorreu no dia 14 de fevereiro de 2016, em frente à uma praça da cidade, e causou comoção popular e revolta das famílias das vítimas. Na ocasião, os dois jovens, que estavam em um veículo, foram abordados por duas motos e, por conseguinte, sumariamente executados por diversos disparos de arma de fogo. Pouco antes da execução, as vítimas teriam feito gestos de ameaça ao cruzarem com os autores na rua.

Segundo o delegado, as investigações apontaram que o principal executor dos disparos foi Kaique da Silva Costa, que contou com a ajuda de José Vitor, Murilo Henrique e Ramom Felipe na execução dos crimes. Inicialmente, a Polícia Civil representou pela prisão temporária de José Vitor, Kaique e Ramom, que foi decretada pelo Judiciário de Inhumas.

Após produzir mais provas sobre os fatos, o delegado representou pela decretação da prisão preventiva dos referidos indiciados e do quarto envolvido, identificado como sendo Murilo Henrique Borges. “O nome do Murilo só surgiu depois da prisão dos comparsas”, explica Teófilo.

O delegado fundamentou seu pedido com base em um laudo de confronto balístico, que confirmou ser a arma de fogo utilizada nos homicídios apreendida em poder dos indiciados em outro crime (roubo), filmagens que demonstram a vestimenta e a moto utilizada, bem como relatório policial e testemunhas que colocaram os indiciados na cena do crime.

O Ministério Público foi favorável, na íntegra, à decretação de todas as prisões. No entanto, o Poder Judiciário desacolheu o parecer e negou os pedidos de prisão formulados pelo delegado, determinando a soltura de Kaique da Silva Costa e José Vitor Garcia Lima, deixando na prisão apenas Ramom Felipe Bandeira Silva. Murilo, por sua vez, nem chegou a ser preso. (Fonte: Polícia Civil

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