Por que não acredito na administração do atual prefeito de Anápolis

*Dilmar Ferreira

Desde a campanha eleitoral já observava que o então candidato Roberto do Órion seria um fiasco. Primeiramente como candidato seria presa fácil para os demais, principalmente para Pedro Canedo e João Gomes. No primeiro debate Pedro Canedo saiu fora porque foi derrotado por ele mesmo diante das câmaras. Sobrou João Gomes, então candidato do PT. Estava indo bem até o debate final, quando perdeu mais de dez mil votos em uma noite. A eleição dele estava ganha, mas perdeu por falta de 2,5 mil votos. João Gomes perdeu por falta de votos que mal daria para eleger um vereador.

Sobrou Roberto do Órion. Veja bem que sobrou o resto. Não foi eleito, foi o que sobrou das urnas, ou seja, menos de 1/3 dos eleitores da cidade, mas o suficiente para elegê-lo, não como um vencedor, mas com sobra dos votos válidos. Na condição de analista político fez várias críticas ao então candidato, mesmo porque não inspirava nenhum tipo de confiança, para começar pelo nome que nem dele é, mas do seu colégio. O Roberto Naves não foi votado, já que os votos dados ao número 14 foi para outro nome, ou seja, um tal Roberto do Órion, que ninguém sabe quem é essa figura. Com a sobra dos votos, foi eleito um nome que não fez campanha. O prefeito eleito não foi o Roberto do Órion, nome fictício, porque o nome do prefeito de Anápolis é outro: Roberto Naves. Você me conhece? Nunca vi…

Se perguntar quem é o prefeito de Anápolis, a resposta é essa: não sei quem é; nunca vi. O então candidato desconhecido, depois de cinco meses à frente da Prefeitura, continua sendo um ilustre desconhecido. Mais desconhecido ainda é o seu secretariado. Uma equipe tão frágil quanto ele próprio. Não vai a lugar nenhum porque é um administrador fraco, sem comando e sem visão da cidade. Também pudera não conhece a cidade e não demostra a menor vontade de conhecer. Resolveu fazer algumas ações nos bairros para arrumar votos para o seu padrinho político, o Jovair Arantes, mas nem aperta as mãos dos moradores dos bairros. Prometeu dar ao seu padrinho político, o alienígena Jovair Arantes, que jamais colocou um prego em uma barra de sabão em benefício da cidade, pelo menos 30 mil votos. Há quem acredita que o seu padrinho político vai levar daqui pouco mais do que o número de comissionados que o atual prefeito empregou na cidade.

Ninguém pode falar que minhas críticas são precipitadas. Aguardei 120 dias para ver como seria sua administração. Após esperar aquele tempo, fui visita-lo em seu gabinete. Poderia até ter saído do encontro com uma espécie de parceria entre o jornal O Anápolis e a atual administração. Não falamos quase nada de parceria, mas sobre sua administração abstrata e ele se mostrou muito preocupado com as críticas da oposição. Minha resposta a ele foi essa; Se você ficar administrando para agradar a oposição, não vai conseguir administrar a cidade. Saí do encontro mais pessimista do que entrei. Observei que sua assessoria é muito pior do que imaginava. Se o prefeito foi eleito com a sobra dos votos, sua equipe é a sobra da sobra de qualquer coisa. De todos os seus secretários, o melhor vai ser aquele que primeiro vai pedir para sair. No entanto, a equipe é tão medíocre que não é capaz de enxergar nem a sua ruindade.

A saúde é uma lástima total, falta até esparadrapo nos postos e a secretária não é capaz de administrar nem a parte higiênica do setor, como guiar a atenção básica? O secretário da Educação sabe tanto de alfabetização quanto sabe de trânsito. Não vai a lugar algum. O atual prefeito não tem futuro algum e já começa a jogar a toalha, ao nomear um gestor importado de Palmas e que foi seu chefe na Conab. Como ele não consegue ser superior ao seu ex-chefe, decidiu entregar a ele o comando da Prefeitura. Hoje, quem assina os documentos é o novo gestor. O prefeito foi descartado e nem de sua assinatura precisa mais. Os decretos assinados pelo gestor alienígena tem por base outro decreto. Logo abaixo da assinatura do novo gestor, vem escrito: IGO DOS SANTOS NASCIMENTO – Secretário Municipal de Gestão, Planejamento e Tecnologia – (Delegado Conforme Decreto nº 41.218/2017).

Anápolis tem um cidadão que tem o título de prefeito, mas não tem prefeito. Temos um arremedo de administrador. A população já sabe que a cidade não tem um prefeito capaz de solucionar os problemas de seu povo. O pior de tudo é que esse povo ainda não deu por conta de que vai ter que aturar esse arremedo por quatro anos. Nesses quatro anos ele vai mandar fotografar diariamente a única obra que herdou do seu antecessor: os dois viadutos que estão entupindo a principal via da cidade e nessa situação vamos ter que ver passar o calendário de quatro anos, até que o povo tenha novamente a oportunidade de eleger um prefeito de verdade. Toda a semana uma nova foto do viaduto será publicada no site da Prefeitura, para enganar o povo que o prefeito que não é prefeito está trabalhando.

 

*Dilmar Ferreira é jornalista profissional (DRT042) e editor geral do jornal O Anápolis