Prefeito de Anápolis pode ter vendido a gestão Municipal

O que levaria um prefeito eleito a terceirizar a gestão de Anápolis? Quem estaria por trás dessa decisão criminosa. Se alguém defende esse modelo, tem que apresentar a lei que permite esse tipo de transferência de poder. É preciso levar em consideração que na administração pública, nenhum gestor pode tomar uma decisão que não esteja previsto em Lei. Onde está a Lei, ou melhor, em qual lei está escrito essa possibilidade do prefeito transferir para outra pessoa o poder de assinar documentos oficiais, tais como portaria, decreto, etc?

O Procurador Geral da Prefeitura de Anápolis tem o dever e a obrigação de responder essa questão, já que o prefeito, por ser neófito total em questão de direito público não tem como responder. De acordo com a Lei Orgânica de Anápolis, todos os secretários municipais, com exceção da Saúde e da Educação que gerem os fundos de Saúde e de Educação, só têm poderes para auxiliar o prefeito em suas decisões. Diante deste fato, todo e qualquer documento oficial da Prefeitura tem que vir com a assinatura do Chefe do Poder Executivo. Os documentos assinados pelo novo gestor da cidade, sé é que existe esse termo de novo gestor, porque novo gestor é o próprio prefeito, são nulos de pronto e quem assinar um documento privativo da responsabilidade do prefeito pode sim ser processado por falsidade ideológica e o prefeito que passou essa função tem que ser processado por crime de responsabilidade, já que tomou uma medida ao arrepio da lei. O Ministério Público tem que emitir um parecer urgente, já que a Câmara Municipal parece que não tem independência para tomar qualquer medida de punição ao Chefe do Executivo. O assunto é grave porque fere a Constituição Municipal e por conseguinte fere a Constituição Federal.