Prefeito troca prédio destinado a atividades culturais por batalhão da PM

Segurança Pública tem que ser prioridade em qualquer governo, mas esse serviço é de responsabilidade do Governo do Estado. Diante da ineficiência do trabalho do Estado nessa área, as prefeituras devem colaborar para desenvolver ações que possam trazer tranquilidade para a população. No entanto, não se fomenta a segurança pública fechando outras atividades de valor inestimável para a comunidade.  Um dos maiores crimes de um governante é fechar escola para abrir presídios. Em uma sociedade violenta é preciso abrir vagas nos presídios, mas chamais trocando uma atividade cultural por uma ação em benefício da segurança pública.

Entretanto, parece não ser essa a visão do “novo” e já bastante velho prefeito Roberto Naves. É que ele acaba de promover o encerramento das atividades do Centro Cultural Filostro Machado, na Avenida Airton Senna para instalar no local uma unidade da PM. A Prefeitura afirma que o centro cultural vai funcionar em outro local, mas não diz quando isso vai ocorrer. Agora, veja bem que tirar uma atividade cultural para a juventude daquele setor e colocar a PM no local é algo que não dá para entender. Por que mexer em dois órgãos para aumentar um? Por que não buscar alternativa para instalar a PM ao invés de retirar uma atividade cultural de um prédio que foi construído para aquela finalidade?

É mais uma prova de que o prefeito Roberto Naves continua dando cabeçada e está perdido e levando a administração pública Municipal para uma encruzilhada entre o que é certo e o que é errado. O prefeito é um político neófito que venceu uma eleição importante e está tentando aprender fazendo, no entanto, vem agindo como um tonto que não sabe guiar a máquina administrativa. Não se pode aprender a ser prefeito administrando uma cidade do porte de Anápolis. Por isso é aconselhável que antes de pensar em administrar uma cidade como Anápolis o político deveria passar por um estágio como vereador. Na Câmara, o cidadão aprende e passa quatro anos convivendo com os problemas da cidade. A continuar nessa gangorra, o mais certo é que o anapolino vai penar durante quatro anos tendo que conviver com uma administração sem rumo e sem comando.