Quem era Stephen Paddock, apontado como o atirador que matou dezenas em Las Vegas

 
Image caption Stephen Paddock tinha 64 anos e se matou quando a polícia se dirigia do quarto de hotel onde estava

A polícia identificou o homem apontado como o suspeito de matar mais de 50 pessoas e deixar mais de 400 feridas em um festival de música em Las Vegas como Stephen Paddock.

O homem de 64 anos era da cidade de Mesquite, no Estado de Nevada, a 130km de Las Vegas.

O suspeito teria aberto fogo contra a platéia enquanto o cantor de música country Jason Aldean encerrava sua apresentação na noite de domingo.

Paddock estava em um quarto no 32º andar do hotel e cassino Mandalay Bay e se matou quando policiais se encaminhavam para prendê-lo.

Este é o mais letal tiroteio da história recente dos Estados Unidos, superando o atentado na boate Pulse, em Orlando, na Flórida, quando, em junho de 2016, 49 pessoas morreram.

O xerife de Las Vegas, Joseph Lombardo, disse que os investigadores encontraram “mais de dez rifles” no quarto de hotel onde Paddock estava hospedado desde o dia 28 de setembro.

“Não temos ideia de quais eram suas crenças religiosas. Agora, cremos que se tratava de alguém que agiu de forma isolada”, disse Lombardo.

Ele descreveu o suspeito como um “homem perturbardo que pretendia causar fatalidades em massa” e disse que as autoridades não estavam tratando o caso como um incidente de terrorismo.

Clipes de áudio gravados durante o show sugerem que Paddock teria usado um rifle automático no ataque contra as 22 mil pessoas presentes no local.

A polícia diz que uma pessoa identificada como Marilou Danley foi interrogada por ser possível que ela soubesse dos planos de Paddock.

A mulher morava com ele, mas não estava com o suspeito quando ele fez o check in no quarto de hotel, segundo as autoridades. Paddock “usava alguns de seus documentos de identidade”.

Eric Paddock, irmão do atirador, a descreveu como “namorada” do suspeito.

“Estamos estupefatos”, disse Erick Paddock ao jornal Orlando Sentinel. “Não entendemos o que aconteceu.” (BBC Brasil)