Roberto Naves está como um navio à deriva procurando um porto seguro

*Dilmar Ferreira

Quando um político decide entrar em uma disputa eleitoral para comandar uma cidade, notadamente uma urbe do porte de Anápolis é necessário planejar a campanha eleitoral e para começo de tudo é fundamental estruturar uma equipe altamente competente e que conheça de fato os problemas do povo e da estrutura da cidade para em seguida montar um plano de governo que possa ser executado, caso vença o pleito.

Eleito, o cidadão precisa montar uma equipe para administrar, que nem sempre é a mesma equipe que fez a campanha, mas aproveitando todos aqueles que de uma forma ou de outra confiaram em suas propostas. O bom político não deixa os seus amigos na chapada, o que não significa que vai entregar aos cabos eleitorais os destinos da cidade. Para isso existem os diversos escalões na administração e você pode muito bem aproveitar seus companheiros de primeira hora em cargos diversos.

Para ter sucesso é primordial uma equipe de primeiro escalão que possa pensar a cidade; pensar a administração, etc. Essa equipe pode fazer a diferença tanto para o sucesso como para o insucesso do prefeito. Por que estou escrevendo sobre isso? Porque estamos vivenciando coisa igual em Anápolis, onde o prefeito Roberto Naves montou uma equipe formada por gente que não pensa a cidade e trabalha mirando o próprio umbigo. Em outras palavras: É um navio à deriva, procurando um porto seguro.

A atual administração está completando seis meses, ou cento e oitenta dias, ou seja, 1/8 do mandato do prefeito e cidade está à deriva. Ninguém até hoje sentiu a presença da Prefeitura na porta de sua casa, nem no seu bairro. O prefeito se cercou por um bando de secretários inexpressivos ou pessoas que pretendem, no futuro, transformar-se em políticos, disputando eleições. Não tem nenhum nome de expressão na política pensando a cidade. Roberto está só e, sozinho, duas coisas distintas. Estar só é uma coisa e, sozinho é outra muito diferente. O prefeito Roberto Naves só conseguiu até agora vencer as eleições e venceu porque não existiu candidato à altura e, até no segundo turno, João Gomes foi quem mais decepcionou. Foi fraco e mostrou que não entende absolutamente nada de política e perdeu em um debate, onde o vencedor foi simplesmente professoral e não um debatedor. A sorte do Roberto foi disputar o segundo turno com um amador que como ele nunca havia vencido uma eleição.

Depois de seis meses perdidos, o prefeito Roberto Naves só tem um caminho pela frente: recomeçar do zero. É preciso reconhecer o seu fracasso, demitir todos esses incompetentes que estão no primeiro escalão e formar uma equipe capaz de mudar o jogo. Se não trocar a escalação, seu time vai ser rebaixado diretamente para a terceira divisão, sem passar pela segunda. Tem que passar uma borracha e recomeçar. Mas ele não vai ter coragem de fazer isso, mesmo porque vai contrariar gente grande, a quem Roberto Naves deve favores impagáveis, ou seja, aqueles que o colocaram na política e também aqueles que financiaram sua campanha. São aves de rapinas que não querem o sucesso do novato Roberto Naves, mas o sangue da Prefeitura.

Uma pessoa me procurou para falar do Roberto Naves. Em poucas palavras eu disse: o Roberto ganhou as eleições de um amador e antes de mostrar a que veio, resolveu lançar sua candidatura à reeleição para daqui a quatro anos. João Gomes fez isso e só não foi uma decepção porque o ex-prefeito Antônio Gomide, teve pena dele e continuou com ele até o seu último suspiro. A primeira coisa que o atual prefeito tem que fazer para recomeçar é desistir do seu projeto de disputar a reeleição e buscar abrigo com a pessoa que de fato possui credibilidade junto ao povo. Roberto se for inteligente tem que estender as mãos para o Gomide e ouvir os seus conselhos. Gomide passa todo o seu tempo pensando a cidade e o Roberto não sabe fazer isso e não tem ninguém a quem se espelhar. Bater de frente com o Gomide é querer vencer um adversário que possui todas as munições do mundo, utilizando apenas uma garrucha de fabricação caseira.

 

*Dilmar Ferreira é jornalista profissional e ex-vereador de Anápolis

 

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