Um carnaval com grito de guerra

Os paneleiros desapareceram e agora a panela do povo está vazia e a pressão está ficando insuportável. O Rio de Janeiro deu o grito de guerra e se a moda pegar, ninguém vai segurar. O Exército não vai aceitar matar os seus patriotas. A fome chegou e a elite continua querendo retornar com a escravidão.

A segunda-feira (12) amanheceu com um aviso na entrada da Rocinha: “Se prenderem o Lula, o morro desce”. Não tem nada mais claro porque foi um aviso de uma comunidade que conta com mais de dez mil desempregados. Também aconteceu nesta segunda-feira a maior demonstração de força quando milhares de foliões invadiram o Aeroporto do Rio de Janeiro, simbolizando a invasão do povo contra a Casa Grande bem como a Casa Branca, que sempre esteve no centro do golpe contra o povo brasileiro.

Se prenderem o Lula e o caldeirão que não é do Huck explodir, os culpados já têm nome e sobrenome: Poder Judiciário, com Sérgio Mora, os procuradores de Curitiba e principalmente os desembargadores do TRF4. Mas o aviso não significa apenas uma revolta contra uma possível prisão de Lula, mas também se o Judiciário tentar impedir a candidatura de Lula.  Se a elite golpista acha que os militares vão para as ruas para sufocar a multidão, está redondamente enganada porque o grosso das Forças Armadas é formada por gente do povo. Foi o carnaval do aviso para os golpistas e para o Judiciário que passou a fazer política, assumindo o lugar de um Congresso Nacional fragilizado e um Executivo dominado por ladrões. O golpe fracassou e o recado foi dado.

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