Um flagrante desrespeito aos idosos na fila da lotérica do Brasil Park Shopping

As lotéricas  não estão tendo condições de fiscalizar as filas dos idosos e dos portadores de necessidades especiais e por isso mesmo pessoas que enquadram nos benefícios da lei estão fazendo pagamentos de até dezenas de boletos a maioria deles de amigos e conhecidos que para evitar as filas normais procuram quem está na fila dos idosos para efetuarem de suas contas. Em Anápolis em quase todas as lotéricas observam se pessoas promovendo este tipo de ações, em um flagrante desrespeito às demais pessoas que estão na fila para serem atendidas.

Caso concreto

Na noite desta segunda-feira (9) ocorreu um entrevero na Lotérica do Brasil Park Shopping porque a fila dos idosos simplesmente não andava. A reportagem do jornal O Anápolis foi avisada e um repórter foi pessoalmente ver em loco o que estava ocorrendo. De  fato a primeira pessoa que estava sendo atendida, efetuou o pagamento de mais de uma dezena de boletos, conta de água, luz, depósitos diversos , permanecendo na frente dos caixa para atendimento especial mais de 15 minutos. Logo na frente do repórter havia um casal de jovem com uma criança no colo do marido. Antes de ser atendida a mulher recebeu vários boletos de amigos e conhecidos sem qualquer tipo de necessidade especial. Foi ai que o repórter chamou o segurança do shopping e começou a protestar, chamando a atenção de todos os usuários que estavam nas filas da referida lotérica. O repórter saiu da fila em protesto pelo que estava ocorrendo e retornou alguns minutos após, quando a fila dos idosos já estava praticamente sem ninguém para ser atendido, o que provou que a fila simplesmente não andava porque pessoas inescrupulosas faziam pagamentos para dezenas de pessoas sem nenhum tipo de necessidade especial.

O que diz a lei

 

 

FLAGRANTE DE DESRESPEITO AO ESTATUTO DO IDOSO

Ao tratar dos direitos dos idosos, reza o Estatuto do Idoso:

Art. 3º, § único, Iatendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população;

E ainda:

Art. 4o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.

Vê-se nitidamente que a lei não fala em “caixa preferencial”, mas sim em “atendimento preferencial”. Desta forma, o idoso pode ser atendido em qualquer caixa, independentemente de este ser preferencial ou não.

Como vivemos num país onde as pessoas são pouco instruídas, diariamente vemos “caixas preferenciais” mais extensos que caixas não preferenciais, um absurdo.

O pior é ver alguém oprimindo um idoso por este querer valer o seu direito. Um leitor flagrou um fato deste hoje. Foi naquele guichê de pagamento instalado nas dependências do shopping Liberdade.

Uma idosa, por certo mais esclarecida, dirigiu-se ao caixa NÃO preferencial para pagar um boleto. A atendente disse então que ela entrasse na fila do caixa preferencial (que no momento era a maior fila de todas). A idosa ainda tentou argumentar que de acordo com a lei ela tinha prioridade em qualquer fila, mas a atendente, de forma grosseira e ríspida, disse que ela poderia passar o dia ali que não seria atendida, disse isso enquanto chamava o próximo da fila.

Perguntada qual seu nome, a atendente se orgulhou em dizer: PATRÍCIA.

Patrícia, você fez muito errado.

Como cidadão e defensor árduo do direito dos idosos, procurarei o Ministério Público do Idoso para noticiar que a funcionária Patrícia anda oprimindo e constrangendo idosos no exercício de sua função.

Patrícia não apenas negou um direito, ela também humilhou. O ato dela feriu de morte vários direitos dos idosos, lamentavelmente.

Também chamou à atenção do leitor o silêncio dos presentes. Tal conivência com o desrespeito jamais ocorreria numa sociedade onde a cidadania é levada a sério. A maioria só é cidadão para defender os direitos próprios, jamais para defender o direito dos outros. Logo, não é cidadão, é um egoísta usando um termo que desconhece. (Do Blog do Erasmo Firmino).

 

Caixas 24 horas

Outro exemplo de desrespeito que ocorrem em Anápolis e possivelmente em outras cidades é em relação aos caixas eletrônicos do Banco 24 horas, onde não existe nenhum tipo de placa ou caixa para os idosos e portadores de necessidades especiais. Há poucos dias um idoso foi agredido nos caixas eletrônicos do Anashopping porque “furou” a fila para sacar dinheiro. Na verdade ele não furou a fila, mas fez valer o seu direito de ser atendido antes dos demais. Um cidadão não aceitou e começou a agredir verbalmente o idoso, até que chegou um segurança do shopping. Já tem idoso que prefere enfrentar filas comuns para não serem humilhados nas filas destinadas a eles. Isso é uma vergonha para uma sociedade cada vez mais perversa e que não respeita os direitos dos outros, principalmente de quem precisa de atendimento prioritário.

No caso específico do Brasil Park Shopping, o repórter deste jornal, que por sinal é idoso, só não foi agredido fisicamente pelos jovens infratores porque temeram os seguranças do shopping que por sua vez não pode fazer nada porque o caso se passava no interior da lotérica. Onde está o Ministério Público que não vem punindo os estabelecimentos que desrespeitam os direitos dos portadores de necessidades especiais?

 

NOTA ESCLARECIMENTO

Anápolis-GO., 13/10/2017.
Referente a matéria divulgada sobre desrespeito aos idosos na nossa Loterica no Brasil PARK Shopping pedimos a divulgação de nosso posicionamento sobre o assunto:
Primeiro: O dia 10 foi um dia atípico pois coincide de vários  pagamentos e tributos com vcto no mesmo dia, aumentando consideravelmente o número de pessoas na fila;
Segundo: O atendimento preferencial demanda muito mais tempo para atender do que o normal até pelo perfil dos clientes que tem mais dificuldades (com a tecnologia,limitações diversas entre outros).
Terceiro ponto: Os clientes formam filas do lado externo da nossa loja, o que foge ao nosso controle, onde na verdade cada cidadão que ali está tem que ser um fiscalizador do seu direito.
Quarto ponto: A direção da nossa Lotérica não foi procurada por ninguém da sua “reportagem” para fazer qualquer esclarecimento.
Quinto ponto: Imaginamos ter o mesmo espaço em seu jornal e assim esperamos ver divulgada essa nota de esclarecimento , pois entendemos que essa deve ser a postura de um orgão de imprensa sério.
Por fim ,  estamos à disposição dos nossos clientes para atendê-los da melhor forma possível sem qualquer interesse ou discriminação!!!!
LOTÉRICA DO BRASIL PARK SHOPPING

Em referência à nota de esclarecimento da Lotérica

Em nenhum momento foi dito na reportagem que a lotérica tem algum tipo de culpa no episódio, mesmo porque o fato ocorreu do lado externo do estabelecimento. A lotérica foi citada porque o fato ocorreu na fila da mesma. Mas a ocorrência do fato foi no dia 9 e não no dia 10. No dia 10 é que foi feita a gravação e assim que a filmagem foi iniciada, um segurança do shopping tentou proibir e dificultou o trabalho do profissional. Informamos que no dia 9, o caso ocorreu com o mesmo repórter que estava na fila e que havia cerca de dez pessoas na frente dele e em torno de cinco ou mais mães estavam na fila enquanto as verdadeiras mães das crianças aguardavam nas proximidades. Uma das pseuda mães que estava na fila recebeu mais de dez boletos de uma terceira pessoa jovem para efetuar o pagamento. O fato foi denunciado para a pessoa que estava no caixa dos idosos e nada fez para impedir o ato criminoso do cliente. No dia dez o repórter foi para a lotérica para a filmagem. No início da filmagem o repórter contou seis mães com crianças de colo, três delas estavam chorando copiosamente. Na filmagem aparece uma mãe devolvendo a criança para a mãe legítima. Meia hora depois, quando a fila normal estava superlotada, o caixa dos idosos não tendo ninguém na fila, começou a chamar os clientes da fila normal. Alguma coisa precisa ser feita, caso contrário vamos continuar denunciando porque é este o papel da imprensa. (Editor geral de notícias deste site)

 

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