Lara Castleton, chefe de Construção de Portfólio dos EUA, sobre o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA divulgado nesta quarta-feira (11)
PT –
O CPI em linha com as expectativas é um alívio para um mercado que não queria surpresas interrompendo o rali de final de ano. O CPI geral subiu 0,3% no mês, com um aumento anual de 2,7% em relação ao ano anterior, e o núcleo do CPI também aumentou 0,3% no mês, com um índice anual de 3,3%. Transporte e moradia foram os maiores contribuintes, mas os custos com moradia apresentaram uma ligeira queda em relação ao mês passado, o que é um sinal encorajador.
Embora o índice de hoje tenha sido o último obstáculo para que o Fed corte os juros na próxima semana, o mercado agora precifica uma chance de 98% disso acontecer e há claramente uma dinâmica conflitante se formando para 2025. O mercado de trabalho continua suavizando, como mostram os dados mais recentes, mas os aumentos recentes da inflação dificultam que o Fed garanta uma continuação simples dos cortes de juros em 2025. A retomada da inflação é uma das maiores preocupações dos clientes para o próximo ano, particularmente em relação à incerteza sobre as propostas de política na próxima administração, e embora este índice não deva forçar essa realidade a interromper a temporada de festas, os investidores devem estar atentos aos impactos que uma inflação mais alta pode ter em seus portfólios e se preparar adequadamente.
EN –
A CPI print in line with expectations is a relief to a market that did not want any surprises interrupting this year-end Santa rally. Headline CPI ticked up 0.3% on the month for an annual increase to 2.7% YoY and core CPI also increased 0.3% on the month for a YoY print at 3.3%. Transportation and shelter were the largest contributors, but shelter costs did show a slight downtick from last month, which is an encouraging sign.
While today’s print was the last hurdle to clear for the Fed to cut next week, the market is now pricing a 98% chance of this and there is clearly a conflicting dynamic shaping up for 2025. The labor market continues softening, as shown with the latest data, but recent upticks in inflation will make it hard for the Fed to guarantee a straightforward continuation of rate cuts in 2025. Reignition of inflation is one of the top concerns for clients next year, particularly surrounding uncertainty of policy proposals in the next administration, and while this print shouldn’t force that reality to interrupt the holiday season, investors should be weary of impacts higher inflation might have on their portfolios and be prepared accordingly.