Especialista explica como enfrentar a dor durante campanha de conscientização do bem-estar emocional


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São Paulo, janeiro de 2025 – Assim como uma folha em branco representa novas possibilidades, o começo de um novo ano é uma oportunidade de reescrever histórias e planejar o futuro de forma mais consciente. O convite à reflexão sobre a vida neste período fez o primeiro mês do ano ser dedicado à campanha que promove a conscientização de cuidar da saúde mental.

Janeiro Branco é uma iniciativa para que as pessoas reconheçam suas emoções e busquem apoio. A campanha aborda a chance de iniciar o ano com um compromisso renovado com a saúde mental e inspirar sobre o bem-estar emocional, incentivando o enfrentamento dos desafios da vida que muitas vezes são negligenciados, como o luto.

“Lidar com o luto é doloroso e muitas pessoas têm grande dificuldade de seguir em frente. A experiência do processo de enlutamento é totalmente individual, e é recomendável o acompanhamento psicológico com especialistas. É possível encarar as perdas de forma mais gentil com os sentimentos”, afirma Lenilson Figueiredo, psicólogo parceiro do Grupo Memorial – instituição há mais de 40 anos no segmento funerário e cemiterial.

De acordo com o especialista, um dos principais pontos é reconhecer e aceitar todos os sentimentos. “Não evite a tristeza e a saudade durante o luto. Aceitar as emoções é essencial para lidar com elas de maneira saudável. Além disso, adaptar-se à vida sem a presença da pessoa que partiu é um processo contínuo, incluindo assumir novas funções na família. Permita-se sentir alegria e celebrar, pois isso não significa desrespeitar a memória do ente querido. É possível experimentar tristeza e alegria simultaneamente”, explica o psicólogo.

Identificar os próprios limites emocionais é importante para evitar sobrecargas. Observe sinais de estresse e fadiga emocional, como irritabilidade, exaustão ou tristeza constante. Estabelecer limites claros ajuda a manter o bem-estar psicológico. Durante o processo, é indispensável ter o autocuidado de comunicar as necessidades e sentimentos aos familiares e amigos, buscando apoio sempre que for necessário.

“Conversar sobre o luto com pessoas próximas é importante e pode ajudar a aliviar a dor, além de fortalecer os vínculos familiares e de amizades. Cada pessoa deve procurar e encontrar a abordagem que melhor funcione para ela, contando também com o auxílio de profissionais qualificados”, conclui Lenilson.