Eduarda Leitzke vivenciou as enchentes no Rio Grande do Sul enquanto visitava sua família, oportunidade em que pôde colocar em prática sua vocação de ajudar o próximo.
A volta às aulas já está se aproximando e a ansiedade de alguns estudantes é ainda maior, pois vão começar um novo ciclo na vida, a universidade. É o caso da futura universitária, Eduarda Leitzke, que passou em medicina na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e vai começar a realizar o seu sonho. “Eu sempre quis medicina, desde pequena e eu estou muito feliz, sempre sonhei com este momento, estou ansiosa para começar as aulas”, declara.
Eduarda cursou todo o ensino médio em Planalmira, GO, em um colégio residencial chamado Instituto Adventista Brasil Central (IABC). Um colégio que oferece aos estudantes de nível médio toda a estrutura para morar e estudar no mesmo local.
Durante um recesso escolar, no final de abril do ano passado, Eduarda foi visitar os tios e os avós na cidade de Pelotas, RS. Justamente quando começaram as enchentes e um terço da cidade ficou debaixo d’água. Foi um mês durante o ano letivo sem estudar, ilhada, sem conseguir voltar para Goiás.
Ela afirma que nunca imaginou passar por uma situação daquela, mas pôde aprender muito. A ansiedade de saber que estava perdendo matérias e provas se transformou em uma vontade imensa de auxiliar quem precisava. “Eu estava como voluntária em um abrigo de animais e pude ajudar meu tio que ficava envolvido diretamente nos salvamentos”, enfatiza Leitzke.
Segundo ela, foi uma maneira de colocar em prática tudo o que ouviu e aprendeu como voluntária nas missões de ajuda ao próximo oferecidas pela Agência de Voluntariado do colégio IABC.
“Quando fui para o IABC descobri que amo o trabalho voluntário. Eu fui para um projeto no Nordeste e outro no Egito, lugares onde eu descobri uma paixão por ajudar o próximo. O papel do IABC foi fundamental para eu chegar até aqui, porque o colégio me proporcionou várias experiências como estudar no Canadá, participar de várias missões e todas essas experiências me fizeram querer ainda mais fazer medicina”, afirma a estudante.
A jovem precisou se esforçar para alcançar o conteúdo já transmitido aos colegas quando finalmente conseguiu voltar para Goiás. Entretanto, isso não desanimou a estudante, que estava no seu último ano do ensino médio e desejava passar no vestibular de medicina.
Eduarda se superou e se dedicou ao máximo, hoje comemora a conquista e espera ser uma excelente médica e poder ajudar muitas pessoas com sua profissão no futuro.