Até o momento, não há informações claras de que o presidente russo, Vladimir Putin, tenha exigido a queda de Volodymyr Zelensky como condição para um acordo de paz. No entanto, o Kremlin tem questionado a legitimidade de Zelensky devido à declaração de lei marcial na Ucrânia, que impediu a realização de novas eleições1. Também não existe no radar nenhuma informação de que Putin tenha exigência sobre a saída ou não de Volodymyr Zelensky da presidência da Ucrânia.
Zelensky, por sua vez, tem reiterado que não aceitará qualquer acordo de paz negociado sem a participação da Ucrânia. Ele enfatizou a importância de incluir a Ucrânia e os países europeus nas negociações para garantir uma solução justa e duradoura.
A situação de Volodymyr Zelensky após o fim da guerra através de um acordo entre Estados Unidos e Rússia é incerta e depende de vários fatores. Atualmente, Zelensky tem criticado as negociações feitas “pelas costas” da Ucrânia e da Europa. Ele tem enfatizado a importância de incluir a Ucrânia e os países europeus nas discussões para garantir uma paz duradoura e justa1.
Se um acordo for alcançado sem a participação da Ucrânia, Zelensky pode enfrentar desafios significativos em termos de legitimidade e apoio interno. Ele já foi alvo de críticas e ataques, inclusive do presidente dos EUA, Donald Trump, que o chamou de “ditador” e questionou sua legitimidade. Além disso, a exclusão da Ucrânia das negociações pode enfraquecer a posição de Zelensky e aumentar a pressão sobre ele para aceitar condições impostas por outros países.
No entanto, Zelensky continua contando com a unidade e coragem de seus compatriotas, bem como com o pragmatismo dos Estados Unidos, para alcançar uma solução justa para o conflito. O futuro de Zelensky dependerá de como ele navegará essas complexas negociações e de como a comunidade internacional responderá às suas demandas por inclusão e justiça.
Os opositores de Volodymyr Zelensky na Ucrânia têm se comportado de maneiras variadas, refletindo a complexidade da situação política e do conflito em curso. Alguns opositores questionam a legitimidade de Zelensky como presidente, especialmente após o término de seu mandato original em maio de 2024. Já opositores, como Oleksi Arestovich, têm criticado a gestão de Zelensky na guerra, acusando-o de falhas no combate à corrupção e de ter “destruído as relações com os nossos vizinhos mais próximos”. Esses pontos mostram que a oposição a Zelensky é multifacetada e reflete tanto preocupações legítimas quanto a complexidade da situação política e militar na Ucrânia.