Durante o evento, o robô realizou demonstrações de movimentos, interação e técnicas de luta, evidenciando o avanço da engenharia envolvida no projeto. A ideia central é simples e poderosa: em operações policiais de alto risco, especialmente em becos, casas suspeitas ou ambientes fechados, o Arcanjo assume a linha de frente. Ele mapeia o local, identifica possíveis ameaças e transmite tudo em tempo real para a equipe humana, reduzindo a exposição dos agentes.
O CEO de Operações da IPQ Tecnologia, Heitor Galvão, explicou que o robô foi pensado para situações em que há suspeita de pessoas armadas. Com sensores, câmeras de alta precisão, visão computacional e inteligência artificial, o Arcanjo consegue reconhecer rostos, identificar armas, ler placas de veículos e monitorar perímetros. Tudo isso com processamento de dados feito no Brasil, garantindo que informações sensíveis permaneçam em servidores nacionais.
A engenharia do projeto é fruto de uma parceria internacional: a estrutura física do humanoide é fabricada pela empresa chinesa EngineAI, enquanto todo o software — incluindo os algoritmos de segurança e análise — é desenvolvido pela IPQ Tecnologia. Essa combinação permite que o robô tenha robustez mecânica e autonomia de movimentos, ao mesmo tempo em que opera com inteligência adaptada às necessidades brasileiras.
Além das operações policiais, o Arcanjo está sendo estudado para outras aplicações: patrulhas noturnas, vigilância em presídios, inspeções industriais e até detecção de vazamentos de gás. A versatilidade amplia o potencial de uso e reforça o caráter multifuncional da tecnologia.
Por enquanto, o custo do protótipo — cerca de R$ 1 milhão — faz com que a empresa planeje oferecer o robô como serviço contratado, e não como produto de venda direta. A estratégia deve facilitar a adoção por órgãos públicos e empresas privadas.
