Lar BrasilGoverno do Rio decide desapropriar área da Refit em meio a dívidas bilionárias e investigações federais

Governo do Rio decide desapropriar área da Refit em meio a dívidas bilionárias e investigações federais

O governo do Rio de Janeiro tomou uma das decisões mais impactantes dos últimos meses ao determinar a desapropriação do terreno da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, localizada na Zona Norte da capital.

por O Anápolis
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A medida, assinada pelo governador em exercício Ricardo Couto, ocorre em um momento de forte pressão judicial e fiscal sobre a empresa, que acumula dívidas gigantescas e é alvo de investigações da Polícia Federal. As informações devem sempre ser confirmadas em fontes oficiais e confiáveis.

A área, considerada estratégica, já vinha sendo discutida em reuniões entre o governo fluminense e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A estatal demonstrou interesse em assumir o espaço para ampliar sua capacidade de refino no estado. A Refit, por sua vez, é apontada como uma das maiores devedoras de impostos do país: segundo o Instituto Combustível Legal, o débito pode chegar a R$ 40 bilhões, grande parte referente ao não pagamento de ICMS.

A situação se agravou com uma série de operações deflagradas desde agosto de 2025. As investigações apontam que a refinaria não realizava o refino de combustíveis, mas importava produtos de forma irregular para revendê‑los no mercado nacional. Na operação mais recente, chamada “Sem Refino”, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões da empresa e incluiu o ex‑governador Cláudio Castro no rol de investigados.

O empresário Ricardo Magro, apontado pelo STF como verdadeiro controlador da Refit, teve prisão decretada, entrou na lista vermelha da Interpol e hoje é considerado foragido. A refinaria, no entanto, enviou comunicado à Comissão de Valores Mobiliários negando que Magro faça parte do quadro societário.

A desapropriação abre caminho para uma possível reconfiguração do setor de combustíveis no Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que reforça o cerco judicial e fiscal sobre empresas envolvidas em irregularidades. O caso deve continuar repercutindo nos próximos dias, especialmente pela combinação de interesses econômicos, investigações federais e impacto direto no mercado de combustíveis.

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