As últimas horas foram marcadas por uma série de operações de grande impacto conduzidas pela Polícia Federal em diferentes regiões do país, com destaque absoluto para a deflagração da Operação Fluxo Oculto — segunda fase da megaoperação Carbono Oculto. O TV Jornal O Anápolis acompanha os desdobramentos.
A ofensiva nacional mira um esquema altamente sofisticado de lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e movimentação clandestina de valores que ultrapassou R$ 26 bilhões. Segundo as investigações, seis fintechs atuavam como verdadeiros “bancos paralelos”, blindando o patrimônio de organizações criminosas ligadas à chamada “máfia do nafta”, com ramificações no PCC. A operação cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados, envolvendo Receita Federal, GAECO e forças policiais locais.
Outras ações simultâneas reforçam o cerco ao crime organizado. Em Alagoas, a Operação Eleutheria desarticulou uma quadrilha especializada em tráfico internacional de pessoas. No Nordeste, a Operação Kingdom cumpriu 34 mandados contra um esquema de corrupção e fraudes em licitações que desviou cerca de R$ 290 milhões. Na Bahia, a Operação Merenda Digna investiga sobrepreço e conluio empresarial em contratos de alimentação escolar que somam R$ 15,5 milhões.
Em Rondônia, a Operação Nova Esperança prendeu um suspeito de estupro de vulnerável em terras indígenas, com apoio da Funai. Já no Rio de Janeiro, a PF recuperou bens sacros históricos da Igreja de Santa Luzia, incluindo tocheiros tombados pelo IPHAN que estavam sendo usados como abajures em uma fazenda de Vassouras.
A fase mais recente da operação Compliance Zero também avançou, com novas capturas de investigados por corrupção e vazamento de informações dentro de estruturas de segurança e instituições financeiras.
O conjunto dessas ações evidencia uma ofensiva coordenada contra crimes financeiros, corrupção pública, exploração humana e violações ambientais e patrimoniais. As investigações seguem em andamento, e novas fases podem ser deflagradas a qualquer momento.
