A organização está ligada à produtora Go UP Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. As investigações apontam que o contrato, que previa a instalação de 5 mil pontos de internet gratuita em comunidades periféricas da capital paulista em 12 meses, não foi cumprido integralmente, com apenas 3.200 pontos entregues até o momento. Além disso, cerca de R$ 16,5 milhões em notas fiscais apresentadas pela ONG foram consideradas irregulares pelo Ministério Público, levantando suspeitas sobre a correta aplicação dos recursos. Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em sedes do instituto, empresas contratadas e secretarias municipais, resultando na apreensão de documentos, computadores e registros contábeis para aprofundar as investigações. A repercussão do caso no cenário político foi imediata, com o senador Flávio Bolsonaro minimizando a relação entre o inquérito e a produção do filme, apesar de ter solicitado R$ 61 milhões de financiamento para a obra cinematográfica.
A prefeitura de São Paulo, por sua vez, repudiou as acusações de desvio e afirmou que todas as etapas do processo de contratação foram conduzidas conforme os princípios da legalidade, transparência e economicidade, colaborando plenamente com os órgãos de controle. O desenrolar das investigações será acompanhado de perto, sobretudo para avaliar possíveis impactos nos contratos de prestação de serviços digitais já em andamento na capital paulista.
A TV Jornal O Anápolis reforça seu compromisso em informar com transparência os desdobramentos deste caso, que envolve grandes valores públicos e a execução de políticas essenciais para a inclusão digital nas comunidades mais vulneráveis da cidade.
