A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça‑feira, dia 26 de maio de 2026, tornou‑se o principal fato nacional das últimas horas ao aprofundar as investigações sobre desvios bilionários que atingem diretamente o fundo previdenciário dos servidores do Estado do Rio de Janeiro. As informações devem sempre ser confirmadas em fontes oficiais e confiáveis.
O foco é rastrear operações financeiras que movimentaram R$ 3 bilhões do Rioprevidência para um banco privado, em duas etapas já identificadas pelos investigadores: cerca de R$ 970 milhões aplicados entre outubro de 2023 e julho de 2024, e outros R$ 2,01 bilhões direcionados a fundos de investimento a partir de julho de 2024. A PF aponta que as aplicações ocorreram sem justificativa técnica e com forte indício de favorecimento.
A operação é considerada um desdobramento direto da Barco de Papel, que já havia revelado irregularidades no uso de recursos previdenciários. Agora, o cerco se fecha sobre a cúpula do governo fluminense, ampliando o impacto político da investigação. Como envolve autoridades com foro por prerrogativa de função, o caso tramita sob supervisão do STF.
O avanço da Compliance Zero ocorre em um momento de grande instabilidade no Rio de Janeiro, que já enfrenta outras operações federais relacionadas ao setor de combustíveis e à gestão pública. A nova fase reforça a preocupação com a sustentabilidade do Rioprevidência e com a segurança dos recursos destinados aos servidores estaduais.
A expectativa é de que novas diligências e oitivas sejam realizadas ao longo da semana, enquanto a defesa dos envolvidos prepara manifestações oficiais. O caso deve permanecer no centro do debate político nacional, dada a dimensão dos valores investigados e o alcance institucional da operação.
