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Chefe apontado como líder do TCP é preso ao desembarcar de voo de Dubai no Galeão

A prisão de Thiago Américo do Livramento, conhecido no meio policial como “Cocão”, representa mais um capítulo na ofensiva das forças de segurança contra estruturas financeiras ligadas ao crime organizado no Rio de Janeiro. Apontado pelas investigações como uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP), ele foi detido pela Polícia Civil logo após desembarcar de um voo vindo de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão.

por O Anápolis
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A ação foi realizada por agentes da 6ª Delegacia de Polícia, da Cidade Nova, com apoio da Polícia Federal. Os policiais cumpriram um mandado de prisão expedido pela Justiça e efetuaram a captura ainda na área do aeroporto, sem registro de confronto ou resistência. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, não houve confirmação de acompanhantes presos na mesma operação. As equipes aguardavam a chegada do suspeito após monitoramento prévio da viagem internacional.

De acordo com a investigação, Thiago Américo do Livramento não é acusado apenas de atuação no tráfico de drogas. A polícia sustenta que ele exercia papel de destaque em uma estrutura criminosa especializada na receptação, desbloqueio e revenda de celulares roubados e furtados, especialmente aparelhos de alto valor comercial. O esquema teria movimentado grandes quantidades de equipamentos obtidos por meio de roubos nas ruas do Rio de Janeiro, alimentando um mercado clandestino que gera lucros milionários para organizações criminosas.

As investigações também apontam para possíveis conexões com fraudes financeiras. Segundo a polícia, o grupo criminoso utilizaria informações extraídas dos aparelhos roubados para acessar contas bancárias, aplicativos digitais e dados pessoais das vítimas. Esse modelo de atuação tem chamado a atenção das autoridades por unir crimes patrimoniais, fraudes eletrônicas e financiamento indireto das atividades de facções criminosas.

Nos últimos anos, o roubo de celulares deixou de ser considerado apenas um crime comum de rua para se transformar em uma importante fonte de arrecadação para organizações criminosas. Investigações em diversos estados brasileiros têm mostrado que aparelhos roubados alimentam redes especializadas em desbloqueio ilegal, revenda clandestina e golpes bancários. As autoridades avaliam que o dinheiro obtido nessas operações acaba financiando outras atividades criminosas, incluindo a compra de armas e o fortalecimento de estruturas ligadas ao tráfico de drogas.

O caso chama atenção também pelo perfil internacional da movimentação do suspeito. A chegada de Thiago Américo do Livramento ao Brasil após uma viagem aos Emirados Árabes Unidos despertou interesse dos investigadores, que monitoravam seus deslocamentos e aguardavam uma oportunidade para cumprir a ordem judicial. A prisão no Galeão ocorreu imediatamente após o desembarque do voo internacional.

Para os órgãos de segurança pública, a captura de suspeitos apontados como lideranças criminosas tem um efeito que vai além da prisão individual. O objetivo é desarticular redes de financiamento e logística que permitem a manutenção das organizações criminosas. Nesse contexto, o combate à receptação de celulares roubados passou a ser tratado como uma das frentes mais importantes da segurança pública, uma vez que o mercado ilegal desses aparelhos continua sendo uma fonte permanente de recursos para facções.

A investigação segue em andamento e a Polícia Civil busca identificar outros possíveis participantes do esquema, além de aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira ligada às atividades criminosas atribuídas ao grupo. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre eventuais novos mandados ou desdobramentos da operação.

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