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Goiás define nova bancada federal e reforça força do interior nas eleições de 2026

As eleições de 2026 para a Câmara dos Deputados confirmaram uma característica histórica da política goiana: o peso das lideranças regionais e a força do interior na definição dos representantes do Estado em Brasília. Dos 17 deputados federais eleitos, 11 conseguiram renovar seus mandatos, demonstrando a consolidação de bases eleitorais construídas ao longo dos anos em diferentes regiões de Goiás.

por O Anápolis
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O resultado das urnas apontou o predomínio de partidos de centro-direita e direita, que somaram a maior parte das cadeiras. O Partido Liberal (PL) e o União Brasil lideraram a disputa, enquanto MDB, PSD e PT mantiveram espaço relevante na representação goiana. O cenário também mostrou a permanência de lideranças tradicionais ao lado do surgimento de novos protagonistas da política estadual.

O destaque da eleição foi Bruno Peixoto, do União Brasil, que terminou a apuração como o deputado federal mais votado de Goiás, ultrapassando a marca de 200 mil votos. Sua vitória refletiu uma campanha amplamente distribuída pelo Estado, com apoio de prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias em dezenas de municípios, além de forte presença na Região Metropolitana de Goiânia.

O União Brasil ainda garantiu a reeleição de José Nelto e Silvye Alves. Nelto manteve sua influência em municípios da região da Estrada de Ferro e do Centro Goiano, enquanto Silvye Alves confirmou sua popularidade em Goiânia e Aparecida de Goiânia, especialmente entre o público feminino e segmentos ligados à defesa das causas sociais.

O PL conquistou quatro cadeiras e voltou a demonstrar força junto ao eleitorado conservador. Fred Rodrigues foi um dos grandes vencedores da eleição, impulsionado principalmente pelos votos recebidos em Goiânia e cidades vizinhas. Magda Mofatto renovou seu mandato apoiada na forte estrutura política construída em Caldas Novas e no Sul do Estado. Major Vitor Hugo retornou à Câmara Federal com apoio expressivo de segmentos ligados à segurança pública, enquanto Fábio Sousa garantiu sua eleição sustentado principalmente pelo eleitorado evangélico da capital.

No MDB, Flávia Morais mais uma vez confirmou sua tradição nas urnas. Com forte atuação em causas sociais e de saúde, a parlamentar manteve ampla votação em Trindade, na Região Metropolitana e em diversas cidades do interior. Ao seu lado, Célio Silveira confirmou a força política do Entorno do Distrito Federal, especialmente em Luziânia, Valparaíso e municípios vizinhos.

O PSD também saiu fortalecido da disputa. Lucas do Vale transformou a influência política da região de Rio Verde em uma das maiores votações do partido, enquanto Daniel Agrobom manteve seu espaço eleitoral graças à forte ligação com o agronegócio e com municípios do Sudeste Goiano, especialmente Catalão.

Pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, Delegada Adriana Accorsi foi um dos principais fenômenos eleitorais do Estado. Segunda candidata mais votada da eleição, consolidou sua liderança em Goiânia e entre eleitores ligados à segurança pública, educação e direitos humanos. Já Rubens Otoni preservou sua histórica base em Anápolis e em municípios onde movimentos sindicais, trabalhadores rurais e organizações populares possuem forte atuação.

Entre os partidos que conquistaram uma vaga cada, Adriano do Baldy manteve a representatividade do Progressistas com forte presença no Vale do São Patrício e no Norte Goiano. Lucas Calil garantiu a cadeira do PRD apoiado em municípios da região central do Estado. Pelo Podemos, Glaustin da Fokus foi reeleito com apoio do setor empresarial e de comunidades evangélicas, especialmente em Aparecida de Goiânia. Já Marussa Boldrin assegurou a vaga do Republicanos sustentada pela expressiva votação conquistada em Rio Verde e em todo o Sudoeste Goiano.

A nova composição da bancada federal goiana evidencia, mais uma vez, que a política estadual continua profundamente ligada às lideranças municipais. Embora Goiânia e Aparecida de Goiânia mantenham grande influência eleitoral, cidades como Anápolis, Rio Verde, Catalão, Caldas Novas, Trindade e os municípios do Entorno do Distrito Federal tiveram papel decisivo na definição dos representantes que defenderão os interesses de Goiás na Câmara dos Deputados a partir de 2027.

O resultado também mostra que o eleitorado goiano optou pela experiência em grande parte das escolhas, preservando nomes já conhecidos da política estadual, mas abrindo espaço para novas lideranças que emergiram de bases regionais sólidas. Com isso, Goiás chega à próxima legislatura com uma bancada diversa em suas origens geográficas, mas majoritariamente alinhada a pautas de desenvolvimento econômico, fortalecimento do agronegócio, infraestrutura, municipalismo e segurança pública.

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