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Esclarecimentos sobre boatos envolvendo autoridades brasileiras e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos

A informação, no entanto, não procede e foi desmentida por especialistas em direito internacional e por documentos oficiais do governo dos Estados Unidos.

por O Anápolis
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Nos últimos dias, novas publicações nas redes sociais voltaram a sugerir que o procurador norte‑americano Colin McDonald teria como missão investigar o ministro Alexandre de Moraes ou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Colin McDonald assumiu recentemente o cargo de procurador‑geral adjunto da Divisão Nacional de Combate à Fraude, uma estrutura criada dentro do Departamento de Justiça norte‑americano para reforçar o combate a crimes fiscais, fraudes contra o sistema de saúde, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos dentro do território dos Estados Unidos. A jurisdição dessa divisão é estritamente doméstica, sem qualquer competência legal para investigar chefes de Estado estrangeiros ou ministros de cortes constitucionais de outros países.

A origem do boato está ligada a uma série de conteúdos descontextualizados que circularam após tensões diplomáticas ocorridas durante a gestão de Donald Trump. Em 2025, o Departamento do Tesouro chegou a aplicar sanções administrativas ao ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Global Magnitsky. Essas sanções, de natureza econômica, foram revogadas integralmente no final do mesmo ano e não envolveram o Departamento de Justiça.

Outro fator que alimentou a desinformação foram discursos de parlamentares republicanos e do secretário de Estado, Marco Rubio, criticando decisões do Judiciário brasileiro. Trechos desses pronunciamentos foram editados e reutilizados em vídeos manipulados, sugerindo ações judiciais que não existem. Além disso, processos movidos por empresas de tecnologia alinhadas ao ex‑presidente Trump contra decisões de Moraes tratam‑se de disputas civis privadas, sem qualquer relação com a promotoria federal comandada por McDonald.

Fontes oficiais do governo norte‑americano reforçam que não há qualquer investigação, ação ou competência legal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos direcionada a autoridades brasileiras. A nomeação de McDonald faz parte de uma reorganização interna voltada ao combate a fraudes domésticas, sem impacto sobre relações diplomáticas ou instituições do Brasil.

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