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Ministério da saúde suspende temporariamente vacina do butantan após registro de eventos adversos graves

O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da estratégia de vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, após a identificação de 42 episódios de reações adversas consideradas de alarme.

por O Anápolis
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Entre esses casos, três evoluíram para quadros graves que exigiram internação, e dois pacientes morreram. A decisão foi tomada como medida de precaução enquanto um comitê de especialistas aprofunda a investigação.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, ainda não é possível afirmar que os eventos foram causados diretamente pela vacina, mas o número de ocorrências exige análise detalhada. A investigação vai considerar histórico clínico, doenças preexistentes, fatores individuais de risco, possíveis causas alternativas e até eventuais falhas de imunização ou desvios de qualidade. O ministro reforçou que o governo mantém total confiança na capacidade técnica do Instituto Butantan e destacou que a vacinação continua sendo uma das ferramentas mais importantes para reduzir o impacto da dengue no país.

A suspensão vale apenas para o imunizante do Butantan e não afeta a aplicação da vacina Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda, que segue disponível no Sistema Único de Saúde. Desde janeiro, mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas em municípios-piloto como Botucatu, Maranguape e Nova Lima, além de ações pontuais em Araguaína. Os casos graves registrados ocorreram entre profissionais de saúde da atenção primária, público que começou a ser vacinado em fevereiro.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que 0,7% dos vacinados apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue, e apenas 0,008% evoluíram para sinais de alarme — números considerados raros, mas inesperados, já que não foram observados durante os estudos clínicos. O Instituto Butantan informou que a interrupção é temporária e necessária para garantir segurança total nas próximas etapas da campanha. A instituição reforçou que a vacina demonstrou eficácia global de quase 80% e proteção de 89% contra casos graves.

A orientação para quem recebeu o imunizante nas últimas três semanas é procurar atendimento médico caso surjam sintomas como febre persistente, dor abdominal intensa, vômitos contínuos, tontura, sangramentos ou sinais de desidratação. O Ministério da Saúde seguirá monitorando os vacinados e deve reavaliar a estratégia após a conclusão dos estudos adicionais.

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