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Ministério Público Federal, Polícia Federal e Controladoria Geral da União revelaram um esquema complexo de desvio de recursos públicos destinados à manutenção de hospitais e leitos de UTI no estado.

A Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados para garantir a reparação ao erário

por O Anápolis
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E a gente volta a falar agora sobre as investigações que atingem Organizações Sociais responsáveis pela gestão de unidades de saúde em Goiás. Nas últimas semanas, operações conduzidas pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e Controladoria‑Geral da União revelaram um esquema complexo de desvio de recursos públicos destinados à manutenção de hospitais e leitos de UTI no estado.

As apurações apontam que contratos superfaturados, empresas de fachada e serviços fictícios eram utilizados para drenar verbas da saúde. Parte do dinheiro, segundo os investigadores, era lavada por meio de uma rede de subcontratadas, retornando aos operadores do esquema em transferências fracionadas e saques em espécie. Auditorias mostram que, mesmo com repasses estaduais em dia, unidades administradas por algumas dessas OS enfrentaram falta de medicamentos, atrasos salariais e queda na qualidade do atendimento.

Duas operações marcaram o mês de abril. A primeira, chamada Pragas do Egito, investiga desvios envolvendo o IBGH e a Agir Saúde, com foco em contratos superfaturados e pagamento de propina. Dias depois, a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados para garantir a reparação ao erário. Já a segunda fase da Operação Sepse, deflagrada no dia 23, mirou a gestão de leitos de UTI no Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia. Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, incluindo um em Anápolis, onde funciona uma das sedes das organizações investigadas.

Os órgãos federais agora cruzam dados bancários e fiscais obtidos por ordem judicial para identificar os beneficiários finais dos desvios. Novas fases da operação podem ocorrer tanto em Goiânia quanto em Anápolis, ampliando o alcance das investigações.

As autoridades afirmam que o objetivo é responsabilizar os envolvidos e garantir que os recursos destinados à saúde pública sejam aplicados corretamente, especialmente em áreas críticas como terapia intensiva e atendimento hospitalar.

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