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Morte de Amilton Filho pode mudar disputa por vaga na Alego; MDB tem prazo para decidir substituição

A morte do deputado estadual e candidato à reeleição Amilton Filho (MDB), aos 41 anos, ocorrida a poucos dias da votação, provoca não apenas comoção no meio político goiano, mas também uma série de consequências eleitorais que podem impactar diretamente a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

por O Anápolis
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Amilton Filho morreu após um acidente na BR-050, em Cristalina, quando seguia para compromissos de campanha. O parlamentar estava em busca do terceiro mandato consecutivo e era uma das principais lideranças do MDB no estado. Com a proximidade do pleito, a situação gerou dúvidas entre eleitores e também dentro do próprio partido sobre o destino da candidatura.

A legislação eleitoral brasileira prevê que, em casos de falecimento, os partidos podem substituir candidatos mesmo quando o prazo regular para troca de nomes já foi encerrado. Trata-se de uma exceção prevista nas normas da Justiça Eleitoral justamente para situações extraordinárias como esta.

Dessa forma, o MDB poderá indicar outro nome para concorrer à vaga que era disputada por Amilton Filho. O partido tem até dez dias, contados da data do falecimento, para formalizar o pedido de substituição junto à Justiça Eleitoral. Apesar desse prazo, especialistas ressaltam que, em razão da proximidade da votação, uma eventual decisão precisa ser tomada rapidamente para que a mudança seja amplamente divulgada ao eleitorado.

Mesmo que o MDB apresente um substituto nos próximos dias, os eleitores continuarão encontrando na urna eletrônica o nome, o número e a fotografia de Amilton Filho. Isso acontece porque os equipamentos já foram preparados para a eleição e não há tempo hábil para alterações visuais no sistema.

Na prática, porém, os votos registrados no número de Amilton não serão destinados ao candidato falecido. Caso a substituição seja homologada, todos os votos recebidos serão automaticamente contabilizados para o candidato que assumir oficialmente a candidatura. Por esse motivo, a Justiça Eleitoral e o próprio partido deverão promover ampla divulgação da eventual mudança para evitar dúvidas entre os eleitores.

O cenário muda completamente se o MDB optar por não indicar um substituto. Nessa hipótese, os votos que eventualmente forem registrados no número de Amilton Filho serão considerados nulos e não poderão ser transferidos para outro candidato nem aproveitados pela legenda.

A questão tem peso ainda maior porque a eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional. Nesse modelo, os votos válidos ajudam a definir o quociente eleitoral e influenciam diretamente a distribuição das vagas entre os partidos. Já os votos nulos ficam fora desse cálculo.

Por isso, a decisão do MDB nas próximas horas será estratégica. Além de preservar ou não o capital eleitoral construído por Amilton Filho ao longo de sua trajetória política, ela poderá influenciar o desempenho da legenda na corrida pelas cadeiras da Assembleia Legislativa.

Enquanto o partido avalia qual caminho seguirá, a morte de Amilton Filho deixa uma lacuna significativa na política goiana. Reconhecido por sua atuação parlamentar e pela forte presença em diversas regiões do estado, o deputado deixa familiares, amigos, apoiadores e uma trajetória marcada pela dedicação à vida pública.

Nos próximos dias, a atenção estará voltada para a definição do MDB e para os desdobramentos eleitorais de uma perda que abalou não apenas o cenário político de Goiás, mas também milhares de eleitores que viam em Amilton Filho uma de suas principais referências na Assembleia Legislativa.

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