A ação cumpre mandados de busca e apreensão em residências de investigados, além de medidas de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático, autorizadas pela Justiça. Também foram expedidas ordens de busca pessoal para aprofundar a coleta de provas.
Segundo a PF, a investigação apura a atuação de pessoas que teriam participado de um esquema voltado à venda de decisões judiciais, prática que configura corrupção e ameaça diretamente a integridade do sistema de Justiça. Há indícios de que valores de origem ilícita teriam sido movimentados e ocultados por meio de operações financeiras estruturadas, caracterizando lavagem de dinheiro. Os investigados poderão responder por corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de capitais, de acordo com o grau de participação de cada um.
A operação reacende o debate sobre a necessidade de mecanismos mais rígidos de controle interno e transparência no Judiciário brasileiro. Especialistas destacam que casos como esse, quando confirmados, abalam a confiança da população nas instituições e reforçam a importância de investigações independentes conduzidas por órgãos federais. A PF informou que as diligências seguem em andamento e que novas fases da operação não estão descartadas.
