A Polícia Federal desencadeou hoje uma operação de grande porte que movimentou três estados e colocou novamente em evidência suspeitas de corrupção envolvendo figuras públicas e empresários do setor energético. A chamada Operação Sem Refino cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e determinou a prisão preventiva do empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
De acordo com as investigações, o grupo econômico alvo da operação teria montado uma estrutura sofisticada para ocultar patrimônio, fraudar o fisco e enviar recursos ao exterior, movimentando cifras bilionárias. A Justiça autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões, além da suspensão das atividades das empresas investigadas.
A ação, que contou com apoio da Receita Federal, integra o conjunto de investigações da ADPF 635, que apura a relação entre organizações criminosas e agentes públicos no Rio de Janeiro. A inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Interpol reforça o caráter internacional do esquema.
As autoridades seguem analisando documentos e dispositivos apreendidos, e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias. O caso reacende o debate sobre combate à corrupção e a necessidade de maior transparência nas relações entre o setor público e grandes conglomerados econômicos.
