Lar Policia6ª Fase da Operação Compliance Zero Prende Pai do Dono do Banco Master

6ª Fase da Operação Compliance Zero Prende Pai do Dono do Banco Master

Também foram determinadas medidas de afastamento de cargos públicos e sequestro de bens dos investigados.

por O Anápolis
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A Polícia Federal deflagrou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, que mira uma organização criminosa suspeita de ameaças, coerção, invasão de dispositivos eletrônicos, obtenção ilegal de informações sigilosas e lavagem de dinheiro. Entre os alvos está o empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que já está preso desde março.

A operação cumpre sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo a PF, a investigação aponta para um esquema estruturado que utilizava intimidação, corrupção e acesso ilegal a sistemas para obtenção de vantagens. Os crimes investigados incluem ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, violação de sigilo funcional e invasão de dispositivos informáticos.

O avanço da Compliance Zero

A operação vem se desdobrando desde março e já acumula números expressivos:

  • 96 mandados de busca e apreensão cumpridos nas quatro primeiras fases
  • Ações em seis estados: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo
  • Bloqueio de bens de suspeitos que pode chegar a R$ 27,7 bilhões
  • Prisões preventivas de figuras centrais do esquema, como o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do grupo

Na 5ª fase, deflagrada no dia 7, a PF cumpriu mandados contra investigados ligados ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil.

Contexto e relevância para o público

A Operação Compliance Zero se tornou uma das maiores investigações financeiras em curso no país, atingindo empresários, agentes públicos e operadores do mercado financeiro. O caso tem repercussão nacional por envolver suspeitas de corrupção sistêmica e movimentações bilionárias.

Para Goiás e cidades como Anápolis, onde o setor financeiro e logístico tem forte presença, operações desse porte reforçam a importância da fiscalização e da transparência nas relações entre agentes públicos e privados.

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