Mais de 1.300 agentes participam da ação, que cumpre 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão em diferentes regiões do país. A operação também envolve o sequestro de bens, bloqueios judiciais e a desarticulação de estruturas logísticas usadas por organizações criminosas.
No Sudeste, Minas Gerais e São Paulo concentram parte expressiva das ações. Em cidades como Uberlândia, Ituiutaba e São João Del Rey, além da capital paulista, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 98 milhões em patrimônio ligado aos investigados. No Rio de Janeiro, equipes federais e estaduais cumpriram mandados voltados à lavagem de dinheiro de lideranças de facções.
No Nordeste, o Maranhão recebeu a Operação Descenso III, que mira a estrutura financeira de uma facção em Chapadinha. No Rio Grande do Norte e na Paraíba, a Operação Barba II desarticulou um grupo interestadual de tráfico de drogas, com bloqueio de R$ 13 milhões em bens. Em Alagoas e Sergipe, ações simultâneas combateram receptação de equipamentos da Caixa, fraudes fiscais e crimes cibernéticos, além da prisão de um dos principais chefes logísticos do tráfico em Aracaju. No Ceará, a Operação Papel em Branco investiga fraudes em licitações e desvio de verbas federais em Fortaleza e Pindoretama.
Na Região Norte, operações em Rondônia, Acre, Amapá e Tocantins miraram desde pontos logísticos de facções até o reabastecimento clandestino de aeronaves usadas no tráfico internacional. Quatro foragidos de alta periculosidade foram presos no Acre.
No Sul, o Paraná foi alvo da Operação Blue Sky II, que combate o contrabando de armas e eletrônicos na fronteira. Em Paranaguá, a Operação Contêiner reprimiu o tráfico internacional de drogas por via marítima. Santa Catarina e Rio Grande do Sul também registraram prisões de lideranças envolvidas no envio de armas e drogas sintéticas para outras regiões do país.
A Polícia Federal informou que o balanço completo das apreensões e prisões será atualizado ao longo do dia, e que o objetivo da força-tarefa é sufocar financeiramente e operacionalmente as organizações criminosas que atuam em diferentes frentes no território nacional.
Contexto e relevância para o público
A Operação Força Integrada II reforça a estratégia de atuação conjunta entre forças federais e estaduais, ampliando a capacidade de resposta do Estado contra facções que operam de forma interestadual e transnacional. Para Goiás e cidades como Anápolis, onde rotas logísticas e movimentação de cargas são intensas, ações desse porte têm impacto direto na prevenção e no enfrentamento ao crime organizado.
