O anúncio do Ministério das Comunicações representa um avanço significativo na modernização da rede pública de saúde. Com o novo edital financiado pelo Fust, até 2,7 mil Unidades Básicas de Saúde em todo o país devem receber internet de alta qualidade — um passo essencial para acelerar diagnósticos, melhorar o atendimento e ampliar o uso da telessaúde, especialmente em regiões onde a conectividade ainda é limitada.
Na prática, isso significa que equipes de saúde poderão trabalhar com prontuários eletrônicos mais eficientes, integrar dados de pacientes em tempo real e acessar plataformas digitais que agilizam consultas, exames e encaminhamentos. Para o usuário do SUS, o reflexo é direto: menos filas, menos deslocamentos e mais rapidez no atendimento.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, reforçou que a prioridade será atender unidades que ainda não possuem conexão adequada. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a iniciativa complementa a primeira fase do Novo PAC, que já levou internet a centenas de UBS em áreas remotas — muitas delas atendidas exclusivamente por satélite.
Além da conexão, o edital exige que as empresas instalem redes Wi-Fi internas, garantindo que toda a estrutura da unidade — recepção, consultórios, farmácia e salas de procedimentos — esteja integrada digitalmente.
Outro ponto relevante é que o governo pretende concluir, ainda em 2026, a conexão das 1.191 UBS previstas em acordo firmado no ano passado. Destas, 859 já estão conectadas, e as demais, localizadas em regiões de difícil acesso, devem ser atendidas ao longo do próximo ano.
O uso do Fust para financiar inclusão digital em serviços essenciais reforça uma mudança de postura do governo federal: transformar conectividade em política pública estruturante. Nos últimos dois anos, mais de R$ 600 milhões já foram destinados para conectar escolas públicas, e agora o foco se volta para a saúde.
Com 94,6% das UBS do país já conectadas, o desafio agora é garantir que todas tenham acesso a uma internet estável e rápida — condição indispensável para que o SUS avance na digitalização e ofereça um atendimento mais humano, moderno e eficiente.
