O principal alvo da ação é o ex-chefe da Receita Federal em Itajaí (SC), suspeito de utilizar o cargo para facilitar processos alfandegários e criar mecanismos de logística favorecendo empresários em troca de vantagens indevidas. As investigações apontam que ele recebeu pelo menos R$ 2 milhões em propinas, provocando um prejuízo estimado superior a R$ 10 milhões aos cofres públicos.
Para a redação da TV Jornal O Anápolis, trazemos os desdobramentos exclusivos dessa grande investida contra crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A apuração começou após a Corregedoria da Receita Federal identificar uma severa incompatibilidade entre o padrão de vida ostentado pelo servidor e sua remuneração oficial. Para ocultar e dissimular a origem criminosa do dinheiro, o investigado utilizava empresas registradas em nome de familiares. O pagamento das propinas ocorria via entregas de dinheiro em espécie, depósitos e até no custeio direto de despesas pessoais, como aluguéis e faturas de cartão de crédito.
Diante das provas coletadas, a Justiça Federal determinou o afastamento imediato do servidor de suas funções públicas. Com o apoio da própria Receita Federal, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em endereços estratégicos ligados ao grupo em Santa Catarina e São Paulo:
- Campinas/SP: 8 mandados
- Itajaí/SC: 3 mandados
- Guarulhos/SP: 3 mandados
- São Paulo/SP: 3 mandados
- Santana de Parnaíba/SP: 2 mandados
- Paulínia/SP: 2 mandados
- Valinhos/SP: 1 mandado
- Hortolândia/SP: 1 mandado
- Barueri/SP: 1 mandado
A Polícia Federal também investiga a participação direta de despachantes aduaneiros, empresas de consultoria, importadoras e operadores logísticos que teriam viabilizado o fluxo financeiro do esquema. Todo o material apreendido nas buscas — que inclui documentos e mídias digitais — será periciado para mapear a extensão da organização criminosa e identificar novos envolvidos.
