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Petrobras Opera Acima do Limite e Bate Recordes: Brasil Acelera Produção de Derivados em Meio à Crise Internacional

Segundo a presidente Magda Chambriard, as refinarias da companhia estão operando acima da capacidade projetada, algo que não acontecia há mais de uma década.

por O Anápolis
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A Petrobras vive um dos momentos mais intensos de sua história recente. Em meio à instabilidade internacional provocada pela guerra no Irã e ao aumento global dos preços do petróleo, a estatal brasileira decidiu acelerar sua produção interna de combustíveis — e o resultado já aparece nos números.

No primeiro trimestre de 2026, o Fator de Utilização Total das refinarias atingiu 95%, e em março chegou a 97,4%, o maior índice desde 2014. Em teleconferência com investidores, Chambriard revelou que, em abril e maio, o FUT ultrapassou 100%, chegando a 103% em alguns dias. Segundo ela, “a Petrobras não gosta de limites. Sua meta é superar limites todos os dias”.

O diretor de Processos Industriais, William França, explicou que esse desempenho só é possível porque a carga processada pode superar a capacidade de referência, desde que haja autorização da ANP. Ele destacou que a estatal está colhendo os frutos de um ciclo intenso de manutenções realizadas no ano passado, o que elevou a confiabilidade das unidades.

A Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, é um exemplo desse avanço. Após uma parada estratégica em 2025, a unidade aumentou sua capacidade de 130 mil para até 150 mil barris por dia e bateu recorde de produção de diesel S‑10 em abril, com 385 milhões de litros — o maior volume desde 2016.

O cenário geopolítico também influencia diretamente a estratégia da estatal. Com o aumento do preço internacional do petróleo, refinar mais no Brasil significa agregar valor e reduzir a dependência externa. França destacou que “quanto mais refinar o nosso petróleo, mais dinheiro a gente está ganhando”, reforçando que a empresa está aproveitando o momento para fortalecer sua posição no mercado global.

Com 11 refinarias em operação — sendo a de Paulínia responsável por 30% de todo o refino nacional — a Petrobras aposta em confiabilidade, tecnologia e eficiência para manter o ritmo acelerado. A expectativa é que 2026 siga como um ano de alta produtividade, já que o calendário de manutenções programadas está mais leve, permitindo que as unidades operem por longos períodos sem interrupções.

A estatal se prepara para um ciclo de expansão que pode reposicionar o Brasil no mercado internacional de derivados, ao mesmo tempo em que busca garantir abastecimento interno e estabilidade de preços em um cenário global cada vez mais imprevisível.

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