O Governo Federal anunciou, nesta quarta-feira (13), a criação do Grupo de Trabalho de Inovação para o Setor Mineral, também chamado de GT Soberania Tecnológica Nacional, uma iniciativa que pretende transformar a forma como o Brasil pesquisa, desenvolve e industrializa seus minerais estratégicos — insumos essenciais para baterias, painéis solares, carros elétricos, equipamentos médicos e tecnologias de ponta.
O grupo será responsável por elaborar a proposta do Programa Inova+Mineral, que vai estruturar uma agenda nacional voltada à inovação, formação de profissionais, fortalecimento da infraestrutura científica e ampliação do conteúdo tecnológico nacional nas cadeias minerais.
Uma agenda que une tecnologia, indústria e soberania
Durante o lançamento, a ministra Luciana Santos destacou que a política mineral brasileira precisa ir além da extração de recursos naturais.
Segundo ela, o país deve ocupar um novo espaço na economia global, agregando valor aos seus minerais e reduzindo a dependência de tecnologias importadas.
“Quando falamos de minerais estratégicos, estamos falando também de soberania, de desenvolvimento e do lugar que o Brasil quer ocupar no futuro”, afirmou a ministra.
A proposta é que o Brasil deixe de ser apenas exportador de minério bruto e passe a produzir tecnologia, inovação e produtos de alto valor agregado, aproveitando sua riqueza mineral para impulsionar a indústria nacional.
Prioridades e alinhamento com políticas nacionais
O programa terá como referências políticas já existentes, como:
- Política Mineral Brasileira
- Nova Indústria Brasil (NIB)
- Plano de Transformação Ecológica
- Plano Clima
- Estratégia Nacional de Economia Circular
- ENCTI – Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação
Entre as prioridades estão a transição energética, a transformação ecológica, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável.
Quem participa do GT
O grupo será coordenado pela Setec/MCTI e contará com instituições estratégicas, como:
- Cetem – Centro de Tecnologia Mineral
- Finep – Financiadora de Estudos e Projetos
- CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
- Embrapii – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial
- CGEE – Centro de Gestão e Estudos Estratégicos
A proposta final deverá ser entregue à ministra em até 90 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período.
Contexto e relevância para Goiás e Anápolis
Goiás é um dos maiores produtores de minerais estratégicos do país, como nióbio, fosfato e terras raras.
Para cidades industriais como Anápolis, que abriga polos logísticos e farmacêuticos, o avanço de uma política nacional de inovação mineral pode abrir portas para novos investimentos, parcerias tecnológicas e formação de mão de obra especializada.
O programa também pode impulsionar setores como energia renovável, mobilidade elétrica e biotecnologia — áreas que já começam a ganhar espaço no estado.
