Lar GovernançaLula reage ao tarifaço dos EUA e anuncia busca por novos parceiros comerciais

Lula reage ao tarifaço dos EUA e anuncia busca por novos parceiros comerciais

O posicionamento do presidente Lula ganhou grande repercussão porque marca uma mudança de tom nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

por O Anápolis
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Durante a reunião ministerial de quarta‑feira, dia 3 de junho de 2026, Lula afirmou que o Brasil não aceitará passivamente as novas tarifas anunciadas pelo governo norte‑americano e que buscará outros parceiros comerciais para reduzir os impactos da medida. O presidente classificou a decisão dos EUA como “insensata”, especialmente porque havia uma negociação em andamento entre os dois países.

A fala ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) propor uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras, alegando práticas comerciais consideradas desleais — entre elas, o impacto do Pix sobre empresas norte‑americanas de meios de pagamento, como Visa, Mastercard e WhatsApp Pay. O governo brasileiro argumenta que o Pix é uma política pública legítima e que não viola acordos internacionais.

Lula também confirmou que participará da reunião do G7 na França, decisão tomada após o agravamento da tensão comercial. Segundo ele, o encontro será uma oportunidade para defender o multilateralismo, a reforma do Conselho de Segurança da ONU e a necessidade de fortalecer instituições internacionais.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços alertou que as tarifas propostas pelos EUA podem afetar diretamente 21% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte‑americano. Até 15 de julho, o Brasil poderá apresentar sua defesa e tentar reverter ou amenizar as medidas.

O presidente lembrou ainda que, em maio, havia acordado com Donald Trump um prazo de 30 dias para avançar nas negociações comerciais, e disse ter sido surpreendido pelo anúncio do USTR. Lula afirmou que o Brasil continuará defendendo relações equilibradas e respeitosas com todas as nações, mas que não aceitará postura de submissão.

Para o TV Jornal O Anápolis, esse episódio representa um dos momentos mais delicados da diplomacia econômica recente. O desfecho das negociações nas próximas semanas será decisivo para definir o impacto real do tarifaço sobre setores estratégicos da economia brasileira e sobre o futuro das relações bilaterais entre Brasília e Washington.

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