A Base Aérea de Anápolis se tornou, neste mês de maio, o centro das atenções das Forças Armadas brasileiras. O Exercício Conjunto Escudo‑Tínia 2026, considerado o maior treinamento militar em andamento no país, reúne de forma inédita Exército, Marinha e Aeronáutica em um cenário de simulação de guerra de alta complexidade.
O grande destaque desta edição é a estreia operacional dos caças supersônicos F‑39 Gripen, aeronaves de última geração fabricadas no Brasil em parceria com a Suécia. Sediados no 1º Grupo de Defesa Aérea, os Gripen realizam missões de superioridade aérea, interceptação e combate simulado, testando sua capacidade de resposta em cenários que envolvem ameaças aéreas e incursões hostis.
A escolha de Anápolis para sediar o exercício tem caráter estratégico. Pela primeira vez, o treinamento deixa o Rio Grande do Sul e se aproxima da capital federal, permitindo avaliar a defesa de estruturas sensíveis e rotas aéreas críticas. A Força Aérea coordena mais de 40 aeronaves, entre elas F‑5M, A‑1 AMX, A‑29 Super Tucano, cargueiros KC‑390 e aviões de radar E‑99, que garantem vigilância e comando em tempo real.
O Exército Brasileiro participa com o Comando de Defesa Antiaérea, posicionando radares e unidades de tiro em pontos estratégicos da região. Já a Marinha do Brasil atua com tropas especializadas em guerra eletrônica, inteligência e comunicações integradas, reforçando a capacidade de resposta conjunta.
Entre as missões treinadas diariamente estão assaltos aeroterrestres, infiltração de tropas, apoio aéreo aproximado, reconhecimento armado, defesa cibernética, evacuação aeromédica e reabastecimento em voo — operações que simulam situações reais de conflito e exigem precisão e coordenação entre todas as forças envolvidas.
O Escudo‑Tínia 2026 consolida Anápolis como um dos principais polos militares do país e demonstra o avanço tecnológico e operacional das Forças Armadas brasileiras. A expectativa é que os resultados do exercício fortaleçam a capacidade de defesa nacional e ampliem a integração entre as três forças em futuras operações conjuntas.
