A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, aprofunda as investigações sobre um esquema que envolve corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Policiais federais cumprem dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. As diligências miram pessoas ligadas ao núcleo operacional e político do esquema investigado.
A decisão judicial também determinou o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores dos investigados — uma medida que busca impedir a movimentação financeira do grupo e preservar recursos que podem ter origem ilícita.
Essa fase da operação é um desdobramento direto das investigações que já haviam revelado irregularidades envolvendo o Banco Master, incluindo manipulação contábil, ocultação de patrimônio e tentativas de interferência nas apurações. A PF afirma que novos elementos reforçam a existência de uma rede estruturada para desviar recursos e influenciar decisões estratégicas no sistema financeiro.
A Polícia Federal segue em campo ao longo do dia, e a expectativa é que novas informações sejam divulgadas após a análise do material apreendido. A operação é considerada uma das mais sensíveis do ano por envolver figuras públicas e movimentações financeiras de grande porte.
