O vice-presidente Geraldo Alckmin lançou neste domingo, durante a abertura da Agrishow em Ribeirão Preto, uma nova modalidade do programa MOVE Brasil, agora voltada para máquinas e implementos agrícolas. A iniciativa cria uma linha de financiamento de 10 bilhões de reais, operada pela Finep, para modernizar o maquinário do agronegócio nacional com foco em inovação, pesquisa e conteúdo produzido no país.
Pela primeira vez, cooperativas agrícolas terão acesso direto ao crédito da Finep para aquisição de tratores, colheitadeiras, pulverizadores, adubadeiras, equipamentos de agricultura digital e outros implementos essenciais para o aumento da produtividade no campo. A nova linha deve estar disponível entre 20 e 30 dias.
O governo destaca que o programa segue a mesma lógica do MOVE Brasil voltado para a renovação da frota de caminhões, lançado em janeiro. Em pouco mais de dois meses, os 10 bilhões de reais disponibilizados para o setor rodoviário foram totalmente contratados, demonstrando que juros mais baixos têm potencial para destravar investimentos de grande escala.
No agronegócio, a expectativa é semelhante. Máquinas mais modernas reduzem custos de manutenção, aumentam a eficiência por hectare e tornam a produção mais competitiva, inclusive do ponto de vista ambiental — um ponto cada vez mais exigido pelos mercados internacionais.
O lançamento ocorre em um momento de forte expansão do setor. Desde 2023, o Brasil abriu 600 novos mercados internacionais para produtos agropecuários, o maior avanço da história. Em 2025, o agronegócio registrou 169 bilhões de dólares em exportações, respondendo por quase metade de tudo o que o país vendeu ao exterior. A safra nacional também segue em alta: foram 346 milhões de toneladas em 2025, com projeção de chegar a 356 milhões no ciclo 2025/2026.
O MOVE Brasil para máquinas agrícolas se soma ao Plano Safra 2025/2026, que já é o maior da história, com mais de 600 bilhões de reais em crédito para agricultura empresarial e familiar. A combinação entre financiamento para produção e investimento em tecnologia reforça a capacidade produtiva do campo brasileiro e amplia a competitividade do país no mercado global.
