Em reunião com representantes da Universidade de Medicina Chinesa de Hebei, o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Braga Filho, discutiu a instalação de um laboratório farmacêutico em Anápolis, ampliando o potencial do polo industrial da cidade.
A universidade chinesa, uma das mais tradicionais do país asiático, possui três escolas secundárias, quatro hospitais afiliados e 14 centros de pesquisa — estrutura que demonstra a capacidade científica e tecnológica da instituição. A parceria reforça um movimento iniciado em 2019, quando a universidade firmou cooperação com a UFG para promover ensino de cultura chinesa, língua e medicina tradicional.
A iniciativa coloca Anápolis em posição estratégica, já que o município abriga o DAIA, um dos maiores distritos industriais do Centro-Oeste, e concentra empresas do setor farmacêutico, logística e distribuição. A chegada de um laboratório chinês pode ampliar investimentos, gerar empregos qualificados e fortalecer a cadeia produtiva regional.
Enquanto Goiás avança nas negociações, o Nordeste também se movimenta. A farmacêutica Tonghua Dongbaou Pharmaceutical já confirmou a instalação de uma planta na Paraíba. Em visita à sede da empresa, na província de Jilin, autoridades brasileiras conheceram laboratórios, linhas de produção e centros de pesquisa. A expectativa é que a cooperação acelere o desenvolvimento de novos fármacos e impulsione a indústria nacional.
Especialistas avaliam que a aproximação com empresas chinesas ocorre em um momento estratégico, marcado pela expansão global do setor farmacêutico e pela busca do Brasil por autonomia na produção de medicamentos, insumos e tecnologias de saúde. Para Goiás, a oportunidade pode consolidar o estado como um dos principais polos farmacêuticos do país.
