Lar InternacionalChina reage a Donald Trump e sai em defesa da soberania do Brasil contra interferência externa

China reage a Donald Trump e sai em defesa da soberania do Brasil contra interferência externa

O governo da China subiu o tom na arena diplomática e saiu publicamente em defesa do Brasil, criticando a recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de incluir as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista americana de organizações terroristas estrangeiras

por O Anápolis
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Em coletiva oficial realizada em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, declarou de forma categórica que o país asiático defende rigidamente a não interferência nos assuntos internos de outras nações O recado direto a Washington sinaliza que o controle da segurança pública e o combate às organizações criminosas dentro do território brasileiro competem exclusivamente às autoridades do próprio Brasil .

A manifestação do governo de Xi Jinping respalda os bastidores do Palácio do Planalto e do Itamaraty, que tentaram conter o avanço dessa medida junto à Casa Branca. A diplomacia brasileira manifesta forte preocupação de que o enquadramento de grupos locais como “narcoterroristas” dê pretexto para que os Estados Unidos adotem sanções econômicas unilaterais ou justifiquem futuras intervenções militares extraterritoriais, ferindo gravemente a autonomia do país. De forma estratégica, Pequim utiliza o princípio de respeito absoluto à soberania nacional para consolidar sua liderança e solidariedade junto ao chamado Sul Global, fortalecendo a blindagem do Brasil dentro do bloco dos BRICS .

O posicionamento de Pequim traz um acréscimo importante ao cenário global ao transformar o combate às facções brasileiras em um explícito cabo de guerra geopolítico entre as duas maiores superpotências mundiais. Enquanto os Estados Unidos tentam expandir sua legislação de segurança nacional sobre a América Latina sob a justificativa de combater o crime transnacional, a China aproveita o momento de atrito para se consolidar como o principal parceiro estratégico e comercial de Brasília contra pressões de Washington. Esse embate de gigantes recoloca o Brasil no centro da disputa por influência global, exigindo jogo de cintura da diplomacia nacional.

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