A medida drástica foi tomada na tarde desta sexta-feira pela comissão organizadora do certame, após a descoberta de que a prova dissertativa de um dos candidatos foi guardada fora do envelope lacrado regulamentar O erro logístico partiu da coordenação de uma das salas de aplicação no mês passado, quando o caderno de respostas acabou sendo misturado a materiais administrativos e retido em uma sala restrita da secretaria do concurso, sendo localizado pelas auxiliares da comissão somente no último dia 25 de maio
O imbróglio gerou um intenso debate interno no órgão. O procurador-geral de Justiça e presidente da comissão, Cyro Terra Peres, propôs alternativas mais brandas para evitar o desgaste do cancelamento, sugerindo que a banca examinadora fizesse a correção tardia da prova encontrada ou que fosse refeita apenas a avaliação do terceiro dia de exames No entanto, os demais membros da comissão rejeitaram as propostas de forma unânime e optaram pela anulação total da fase subjetiva, visando blindar o concurso contra futuros questionamentos judiciais e assegurar os princípios constitucionais da igualdade, impessoalidade e lisura
Com a decisão, os candidatos que disputam as 37 vagas remanescentes — cujo subsídio inicial atinge a cifra de aproximadamente R$ 34 mil — terão que refazer as provas subjetivas de todos os três grupos de disciplinas O MP-GO já definiu o novo cronograma de reaplicação para os dias 21, 22 e 23 de agosto [ Em nota oficial, a instituição lamentou o equívoco operacional e reforçou seu compromisso inabalável com a total transparência pública e equidade em seus processos de seleção de novos membros
