Lar Policia6ª Fase da Operação Compliance Zero Prende Novos Alvos e Aprofunda Investigações

6ª Fase da Operação Compliance Zero Prende Novos Alvos e Aprofunda Investigações

A ação cumpre sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

por O Anápolis
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Operação Compliance Zero, ampliando o cerco contra uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro, intimidação de autoridades, invasões cibernéticas e vazamento de informações sigilosas.

Entre os presos confirmados está Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Ele foi detido em Nova Lima (MG), acusado de participar da ocultação de R$ 2,2 bilhões e de integrar o núcleo familiar responsável por movimentações financeiras ilícitas.
Outro alvo é um agente da própria Polícia Federal, preso sob suspeita de violação de sigilo funcional e de repassar informações internas da investigação ao grupo de Vorcaro.

Além das prisões, uma delegada da PF foi afastada de suas funções por suspeita de envolvimento no vazamento de dados sigilosos para o esquema.

Quem já foi preso nas fases anteriores

A Compliance Zero vem revelando uma rede complexa de operadores financeiros, agentes públicos e colaboradores do grupo econômico liderado por Daniel Vorcaro. Entre os investigados já detidos estão:

  • Daniel Vorcaro – Ex-dono do Banco Master, preso desde março na Superintendência da PF em Brasília
  • Felipe Vorcaro – Primo do banqueiro, apontado como o “cérebro operacional” do esquema
  • Fabiano Campos Zettel – Advogado e cunhado de Vorcaro, acusado de apoio jurídico-financeiro
  • Luiz Phillipi Mourão – Responsável por monitoramento ilegal e obtenção de dados restritos
  • Marilson Roseno da Silva – Policial federal aposentado, apontado como peça-chave em ações de vigilância e intimidação

Nas fases anteriores, a PF já havia cumprido 96 mandados de busca e apreensão em seis estados e determinado o bloqueio de até R$ 27,7 bilhões em bens dos investigados.

O que está em jogo na investigação

A operação mira um grupo que, segundo a PF, utilizava invasões cibernéticas, coerção, ameaças e vazamento de informações sigilosas para interferir em investigações e intimidar autoridades.
A estrutura criminosa teria atuado para proteger interesses financeiros bilionários ligados ao Banco Master e a empresas associadas.

A deflagração desta fase reforça a suspeita de que o esquema contava com infiltração dentro da própria Polícia Federal, o que motivou o afastamento de uma delegada e a prisão de um agente.

Operações como a Compliance Zero têm impacto nacional, mas também repercutem em estados como Goiás, onde o setor financeiro e logístico é forte. O caso expõe a importância da fiscalização e da integridade institucional, especialmente quando há suspeita de envolvimento de agentes públicos em esquemas de corrupção e vazamento de informações.

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