A Justiça de Goiás confirmou, nesta terça‑feira (5), a responsabilidade da Equatorial Energia pela morte do adolescente Gabriel Lucas Ramos de Oliveira, de 15 anos, ocorrida em outubro de 2024 na via de acesso à Vila São Vicente, região da Igrejinha, em Anápolis.
Indenização e pensão
A sentença determina que a concessionária pague:
- R$ 150 mil por danos morais à mãe do adolescente
- Pensão mensal equivalente a 2/3 do salário mínimo até 2034, ano em que Gabriel completaria 25 anos
- Custos do sepultamento
- Honorários advocatícios
O juiz rejeitou a tese da defesa da Equatorial, que tentou atribuir responsabilidade ao jovem alegando suposto uso de entorpecentes. Laudos técnicos anexados ao processo confirmaram que a causa determinante da morte foi exclusivamente o contato com fios energizados caídos na pista.
Contexto do caso
Gabriel morreu após sofrer descarga elétrica ao passar pela via, que já havia sido alvo de reclamações de moradores sobre a presença de cabos baixos e risco de acidentes. A decisão judicial destaca que a concessionária falhou na manutenção preventiva e na adoção de medidas de segurança.
Possibilidade de recurso
A Equatorial ainda pode recorrer da decisão nas instâncias superiores. A empresa não se manifestou oficialmente até o fechamento desta edição.
Situação em Goiás
O caso reacende o debate sobre a manutenção da rede elétrica no estado. Em diversas cidades goianas, fiscalizações recentes identificaram:
- cabos soltos
- postes inclinados
- risco de curto‑circuito
- demora na substituição de equipamentos danificados
Órgãos de fiscalização afirmam que o período chuvoso de 2024 e 2025 aumentou o número de ocorrências envolvendo quedas de fiação.
Repercussão
A decisão foi recebida com alívio pela família e por moradores da região, que cobravam responsabilização desde o acidente. O caso também reacende discussões sobre a necessidade de reforço na manutenção da rede elétrica em áreas urbanas e rurais de Anápolis.
