Lar EconomiaSTF forma maioria parcial para negar novo recurso sobre a revisão da vida toda; julgamento segue até dia 11

STF forma maioria parcial para negar novo recurso sobre a revisão da vida toda; julgamento segue até dia 11

O julgamento ocorre no plenário virtual e segue aberto até a próxima segunda‑feira, dia 11.

por O Anápolis
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O Supremo Tribunal Federal formou, nesta terça‑feira (5), um placar de 4 votos a 1 para negar mais um recurso que tentava garantir o direito à chamada revisão da vida toda para aposentados do INSS. 

A ação foi apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), que buscava assegurar a revisão para quem entrou com processo judicial até 21 de março de 2024, data em que o STF vetou definitivamente o recálculo.

Como votaram os ministros

Até o momento, votaram para manter a decisão que barrou a revisão:

  • Nunes Marques
  • Cármen Lúcia
  • Cristiano Zanin
  • Alexandre de Moraes

O único voto divergente foi o do ministro Dias Toffoli, que defendeu uma modulação dos efeitos da decisão. Ele propôs que a revisão fosse garantida aos aposentados que ingressaram com ações entre:

  • 16 de dezembro de 2019 – quando o STJ reconheceu o direito
  • 5 de abril de 2024 – quando o STF vetou a revisão

Ainda faltam os votos de cinco ministros.

Entenda o caso

A revisão da vida toda permitiria que aposentados incluíssem todas as contribuições feitas ao longo da vida, inclusive as anteriores a 1994, no cálculo do benefício.
Essa regra poderia beneficiar quem teve salários mais altos antes do Plano Real.

Em março de 2024, porém, o STF decidiu que:

  • a regra de transição criada em 1999 é obrigatória,
  • e não pode ser substituída pela regra mais vantajosa ao segurado.

Essa decisão anulou um entendimento anterior da própria Corte, que havia reconhecido o direito à revisão em 2022.

Por que houve mudança?

A reviravolta ocorreu porque, em 2024, o STF analisou ações diretas de inconstitucionalidade contra a Lei 8.213/1991, e não o recurso extraordinário que havia sido favorável aos aposentados.
Ao validar as regras previdenciárias de 1999, a maioria entendeu que não cabe ao segurado escolher o cálculo mais vantajoso.

O que acontece agora

O julgamento atual não discute o mérito da revisão, mas sim se ela deve valer para quem já tinha ação em andamento antes da decisão final do Supremo.

O resultado definitivo só será conhecido após os votos restantes, que podem ser apresentados até o dia 11.

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