O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde 1º de maio, já começa a gerar impactos concretos no comércio exterior brasileiro. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria,
Do lado das importações, produtos europeus como queijos, chocolates e tomates já entraram no país com tarifas reduzidas. No caso dos queijos, a alíquota caiu imediatamente de 28% para 25,2%, dentro da preferência negociada. Para chocolates e tomates, as reduções serão graduais a partir de 2027.
As operações são controladas pelo Portal Único Siscomex, que centraliza licenças e certificações. Até agora, seis licenças de importação foram autorizadas pela Secretaria de Comércio Exterior.
Nas exportações, o Brasil já enviou para a Europa carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça. Esses produtos passam a entrar no mercado europeu com tarifas reduzidas — e, em alguns casos, com tarifa zero — dentro das cotas estabelecidas.
A tradicional Cota Hilton, que antes aplicava tarifa de 20% sobre cortes nobres de carne bovina, agora opera com tarifa zero. Além disso, o acordo criou uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul, com tarifa intracota de 7,5%, bem abaixo dos valores anteriores.
O governo destaca que mais de 5 mil linhas tarifárias brasileiras agora têm tarifa zero para exportações destinadas à União Europeia, enquanto mais de 1 mil linhas europeias entram no Mercosul com isenção. Apesar disso, as cotas representam apenas uma pequena parcela do comércio bilateral — cerca de 4% das exportações brasileiras e 0,3% das importações.
Especialistas avaliam que o acordo tende a ampliar a competitividade de produtos brasileiros no mercado europeu e diversificar a oferta de produtos europeus no Brasil. Para estados com forte vocação agroindustrial, como Goiás, o impacto pode ser significativo, especialmente para setores de proteína animal e bebidas.
O TV Jornal O Anápolis seguirá acompanhando os desdobramentos do acordo e os efeitos diretos na economia regional, especialmente para empresas exportadoras e importadoras que utilizam o Aeroporto de Cargas e o DAIA como portas de entrada e saída de mercadorias.
