A tensão no Golfo Pérsico atingiu um novo patamar nesta segunda‑feira, 4 de maio de 2026, após o Irã retomar ataques contra instalações de petróleo e embarcações de países do Golfo, rompendo o cessar‑fogo informal que durava cerca de quatro semanas.
Nas últimas horas, o governo iraniano publicou um novo mapa militar delimitando áreas sob seu controle direto no estreito, reforçando que qualquer embarcação estrangeira que tente atravessar a região sem autorização será atacada. O comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi declarou que o Irã manterá “controle total” sobre a segurança local e que forças estrangeiras serão alvos caso se aproximem sem coordenação prévia Perfil Brasil.
A mídia estatal iraniana também afirmou que dois mísseis atingiram um navio militar americano próximo à ilha de Jask, no Golfo de Omã, embora o Comando Central dos Estados Unidos tenha negado qualquer dano às suas embarcações O HOJE.
EUA iniciam a operação “Projeto Liberdade”
Em resposta ao bloqueio que mantém cerca de 2.000 navios retidos desde fevereiro, os Estados Unidos iniciaram hoje a operação naval chamada “Projeto Liberdade”, destinada a escoltar cargueiros e petroleiros para fora da área de conflito. A ação foi anunciada pelo presidente Donald Trump, que afirmou que os EUA garantirão “passagem segura” às embarcações comerciais presas na região jornalocal.com.br.
Nas primeiras horas da operação, forças americanas relataram o afundamento de seis lanchas iranianas que tentavam impedir a passagem dos navios escoltados.
Impactos imediatos
- Petróleo dispara: O preço do barril subiu para cerca de US$ 114, refletindo o risco imediato à principal rota energética do planeta.
- Alerta máximo no Golfo: Sirenes de ataque foram acionadas em cidades costeiras, incluindo Dubai, após relatos de movimentações militares intensas.
- Ameaça global: A UKMTO classificou como “crítico” o nível de ameaça à navegação, orientando embarcações a buscarem rotas alternativas próximas às águas de Omã jornalocal.com.br.
Cenário de incerteza
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com ataques coordenados de EUA e Israel contra alvos iranianos, entra agora em uma fase imprevisível. A combinação de bloqueio marítimo, ameaças diretas e operações militares simultâneas aumenta o risco de um confronto aberto — e coloca o comércio global de energia em alerta máximo.
